terça-feira, 21 de julho de 2015

PSICANÁLISE, PSICOLOGIA - MICHEL FOUCAULT

Paul-Michel Foucault, filho do cirurgião Paul Foucault e de Anna Malapert, nasceu em Poitiers, no dia 15 de outubro de 1926. Embora pertencesse a uma tradicional família de médicos, Michel caminhou em outra direção. Na sua educação escolar encontrou todas as influências necessárias para guiá-lo no caminho da filosofia. Seu primeiro mentor foi o Padre De Montsabert, do qual herdou seu gosto pela história. Além disso, era um autodidata e adorava ler. Foucault viveu o contexto da Segunda Guerra Mundial, o que estimulava ainda mais seu interesse pelas Ciências Humanas. Mesmo contrariando os desejos paternos de que seguisse a Medicina, suas condições sócio-financeiras lhe permitiam seguir com seus estudos.
Em 1945, com o fim da Guerra, Michel passa a morar em Paris e, neste mesmo ano, tenta pela primeira vez entrar na Escola Normal Superior, mas é reprovado. Vai estudar então no Liceu, onde tem aulas com o famoso filósofo hegelianista Jean Hyppolite. No ano seguinte ele consegue finalmente ingressar na Escola Normal Superior da França, e aí tem aulas com Maurice Merleau-Ponty. Foucault realiza sua graduação em Filosofia na Sorbonne, em 1949 obtém o diploma de Psicologia e coroa seus estudos filosóficos com uma tese sobre Hegel, orientado por Jean Hyppolite. Foucault foi sempre mentalmente inquieto, curioso e angustiado diante da existência, o que o levou a tentar o suicídio várias vezes. Politicamente ele tentou se enquadrar no Partido Comunista Francês, mas essa filiação durou pouco tempo, porque não suportou suas ingerências na vida pessoal.
Michel Foucault, em 1951, passa a ministrar aulas de psicologia na Escola Normal Superior e, entre seus alunos, estão Derrida e Paul Veyne, entre outros. Ainda neste ano ele adquire uma experiência fundamental no Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne, que irá repercutir posteriormente em seus escritos sobre a loucura. O filósofo começa a seguir as trilhas do Seminário de Jacques Lacan, e neste mesmo período aproxima-se de Nietzsche, através de Maurice Blanchot e Georges Bataille. No campo psicológico, ele conclui seus estudos em Psicologia Experimental, estudando Janet, Piaget, Lacan e Freud. De 1970 a 1984, Michel ocupa o cargo de Professor de História dos Sistemas de Pensamento no Collége de France, no qual ele toma posse com uma aula que se torna famosa sob o título de “Ordem do Discurso”.



Suas obras, desde a “História da Loucura” até “A História da Sexualidade”, que com sua morte ficaria inacabada, enquadram-se dentro da Filosofia do Conhecimento. Anteriormente, porém, publicou “Doença Mental e Psicologia”, quando ainda tinha 28 anos. Mas foi realmente com “História da Loucura”, de 1961, sua tese de doutorado na Sorbonne, que ele se consolidou na Filosofia. Neste livro ele explora as razões que teriam levado, nos séculos XVII e XVIII, à marginalização daqueles que eram considerados desprovidos da capacidade racional. Seus estudos sobre o saber, o poder e o sujeito inovaram o campo reflexivo sobre estas questões. Tudo que se concebia sobre estes temas em termos modernos é transgredido pelo pensamento foucaultiano, o que levam muitos a considerarem o filósofo, a despeito de sua própria auto-opinião, um pós-moderno.
A princípio Foucault seguiu uma linha estruturalista, mas em obras como
“Vigiar e Punir” e “A História da Sexualidade”, ele é concebido como um pós-estruturalista. A questão do ‘poder’ é amplamente discutida pelo filósofo, mas não no seu sentido tradicional, inserido na esfera estatal ou institucional, o que tornaria a concepção marxista de conquista do poder uma mera utopia. Segundo ele, este conceito está entranhado em todas as instâncias da vida e em cada pessoa, ninguém está a salvo dele. Assim, Michel considera o poder como algo não só repressor, mas também criador de verdades e de saberes, e onipresente no sujeito. Ele estuda o que de mais íntimo existe em cada cultura ou estrutura, investigando a loucura, o ponto de vista da Medicina, em “Nascimento da Clínica”, a essência das Ciências Humanas, no livro “As Palavras e as Coisas”, os mecanismos do saber em “A Arqueologia do Saber”. Na sua produção acadêmica ele investiu contra a psiquiatria e a psicanálise tradicionais. Além da sua obra conhecida, muitos cursos e entrevistas do autor contribuem para uma melhor compreensão de sua forma de pensar. No mês de junho de 1984, o filósofo foi vítima de um agravamento da AIDS, que provocou em seu organismo uma septicemia.
Fontes
http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/
http://www.pucsp.br/~filopuc/verbete/foucault.htm
Arquivado em: Filosofia, Psicologia

quarta-feira, 1 de julho de 2015

COMUNIZAÇÃO - CURSO EXTRA-CURRICULAR

Segue abaixo o link do vídeo apresentado na aula extraordinário em Sete Lagoas. Em breve será enviado os certificados a todos que compareceram. Até a próxima!



quarta-feira, 20 de maio de 2015

FREUD... UMA BIOGRAFIA



O criador da psicanálise nasceu na região da Morávia, que então fazia parte do Império Austro-Húngaro, hoje na República Tcheca. Sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob, um modesto comerciante. A família mudou-se para Viena em 1860.

Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia.

Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.
Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o "Estudo sobre Histeria". O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.

Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é uma das bases da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.

Em 1899, publicou "A interpretação dos sonhos", em que afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.

Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.

A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.

Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de "O Ego e o Id".

Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.

Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.

Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica - e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Carl Jung




Carl Jung, que alguns acusam de ter sido um simpatizante do nazismo8 , assumiu em 1933, ano da chegada ao poder de Adolf Hitler, a presidência da "Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia", que contou como administrador, entre outros, um sobrinho de Hermann Göring. No início de 1934, num artigo "Sobre a situação actual da psicoterapia", Jung afirma que o Judeu, como nómade, não pode jamais criar a sua cultura própria; para desenvolver os seus instintos e talentos tem de apoiar-se em um "povo anfitrião mais ou menos civilizado". Carl Jung viria mais tarde a deixar aquela organização.

Sejam examinados os fatos. O presidente da Sociedade era Ernst Kretschmer. Quando Hitler ascendeu ao poder, Kretschmer deixou a presidência e os membros da Sociedade, compreensivelmente alarmados, dada a situação da Alemanha, pediram insistentemente a Jung que aceitasse a presidência. Sua autoridade cientifica e sua condição de suíço representavam verdadeira tábua de salvação. "Deveria eu, perguntou Jung a seus acusadores, na atitude de neutro prudente retirar-me para a segurança do lado de cá da fronteira e lavar as mãos em inocência, ou deveria segundo estava bem consciente arriscar minha pele e expor-me a inevitáveis mal-entendidos, aos quais não poderia escapar todo aquele que, por força de premente necessidade, tivesse de entrar em conta(c)to com os poderes políticos existentes na Alemanha"? Jung decidiu correr os riscos que previra. Sob a presidência de Jung, a Sociedade Médica Internacional de Psicoterapia conseguiu realizar dois congressos fora da Alemanha: um, em Copenhague (1937) e outro em Oxford (1938).

Decerto esses encontros, noutros países, representaram verdadeiros respiradouros para muitos cientistas alemães (Silveira, 1981).

Jung interpretou o nacional socialismo, o comunismo e outros "ismos", em geral como fenômenos patológicos, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan” havia tomado posse da alma do povo alemão. E quem é Wotan? O deus representativo das forças naturais em desequilíbrio, "um deus das tempestades e da efervescência, desencadeia paixões e apetites combativos". Num ensaio publicado em 1936, Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista. Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um cicloneque anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente. E estávamos apenas em 1936!

O argumento decisivo é, porém, a atitude dos nazistas em relação a Jung. Com o aparecimento do livro Psicologia e Religião, 1940, as autoridades decidiram que toda a sua obra fosse interditada e queimada na Alemanha, bem como nos países ocupados por Hitler.

Outra acusação correlata com a de simpatizante do nazismo, foi a de anti-semita. Seria desde logo estranho admitir que um psicólogo, toda sua vida em busca do fundo psíquico comum a todos os homens (inconsciente coletivo), eternamente existente sob as diferentes peculiaridades individuais, locais, nacionais, raciais, históricas, fosse partidário de discriminações entre esses mesmos homens cuja alma tinha para ele igual estrutura básica. Seria também extravagante que um anti-semita contasse entre seus discípulos mais próximos precisamente homens de origem semita. Basta lembrar alguns nomes. Erich Neumann, judeu alemão. Chefiava o grupo junguiano em Tel Aviv, Israel, onde morreu em 1960, Seus livros são originais aplicações da psicologia junguiana. AS ORIGENS E A HISTÓRIA DA CONSCIÊNCIA, sua obra principal, é prefaciada por Jung. Gerhard Adler, judeu alemão, refugiado do nazismo, um dos mais destacados elementos do grupo junguiano na Inglaterra, co-editor das obras completas de Jung. Adler define esses ataques a Jung como devidos a "completa ignorância ou, pior, a maldade intencional". Roland Cahen, francês de origem semita, é quem chefia a escola junguiana na França e dirige a publicação das obras de Jung em língua francesa. (cf: Silveira, 1981)

A polêmica teórica mantida por Jung com Freud não chegou ao ponto de Jung fazer referências à origem religiosa ou racial de Freud, com vistas a conquistar a simpatia nazista. Nem no artigo de 1929, em que comparava as duas teorias

(Gallard, 1994 apud Medweth,1996), nem no discurso de Jung sobre Freud após a morte deste eminente pensador, em 1939, num momento que poderia ser propício a angariar aquele beneplácito (Medweth, 1996).

Sabe-se também que o obscurantismo atingiu obras de Jung que não interessavam ao regime nazista, tendo sido suprimidas em 1940várias edições publicadas na Alemanha, e quando da invasão da França a Gestapo destruiu as traduções francesas da obra de Jung. (Medweth, 1996). 

As primeiras providências de Jung quando assumiu a Überstaatliche Ärztliche Gesellschaft für Psychotherapie (Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia), acumulando com a entidade suíça, em 1933, foram:

A reformulação dos estatutos, para evitar o controle hegemônico por alguma das sociedades nacionais; como a Sociedade Internacional congregava as Sociedades Nacionais da Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha, Países Baixos, Suécia e Suíça, era importante evitar o domínio isolado de uma delas (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que as demais tivessem participação adequada e dividissem as responsabilidades; 
A aceitação na Sociedade Internacional dos membros judeus e antinazistas expulsos da Sociedade da Alemanha (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que eles podiam exercer o seu ofício em outros países e garantir a sua subsistência como profissionais qualificados. 

Sobre o editorial nazista publicado na revista editada pela Sociedade Médica Nacional da Alemanha para Psicoterapia, Jung declarou várias vezes que ele não teve ingerência no episódio. Pelas amizades que tinha com muitos representantes das vítimas do preconceito nazista, e pelo conteúdo de sua obra, é extremamente improvável que ele concordasse intelectualmente com o seu conteúdo, sob pena de perder esses relacionamentos.

As acusações sobre Jung, como resultantes de um mal-entendido, teriam sido logo liquidadas de modo definitivo, face a tantas documentações e testemunhos logicamente irrefutáveis. Entretanto, a persistência desses rumores bem indica que por trás deles podem fermentar ainda as divergências entre Jung e o grande judeu Freud, nunca perdoadas pelos discípulos do mestre ortodoxo. (Silveira, 1981)

domingo, 5 de abril de 2015

Melanie Klein





Melanie Klein foi pioneira no desenvolvimento da psicanálise para crianças. Primeiro foi aluna, depois discípula de Freud, para em seguida desenvolver seus estudos de forma independente. Seus trabalhos sobre os nebulosos estados da mente permanecem atuais e ainda são fundamentais nos diagnósticos e tratamentos. Foi ela quem introduziu os jogos infantis e brinquedos nos processos terapêuticos. 
Grande parte de seu foco de estudo concentrou-se na infância. Criou técnicas para auxiliar crianças com problemas e foi a primeira a descrever os vários estados psicológicos do desenvolvimento das crianças. Suas idéias e teorias foram contestadas diversas vezes. Ela chegou a divergir de Freud, mas é inegável sua contribuição para a análise infantil.

Nascida na Áustria, Melanie Klein exerceu a profissão em Londres, onde viveu com o marido e os filhos. Enfrentou a morte de dois irmãos. O filho mais velho morreu num acidente. Melanie trabalhou até o final da vida. Deixou o modelo kleiniano de pensamento e de prática psicanalíticos, usado não só para crianças como para adultos.

segunda-feira, 30 de março de 2015

NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

"(A presidente) adota as medidas que precisam ser adotadas, mas não explica.
E não explica por que prometeu fazer uma coisa e está fazendo o contrário" -
Renato Janine, em entrevista à revista Brasileiros

Brasília – A escolha do professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação provocou certo mal-estar entre setores da base aliada no Congresso. Tudo porque o novo ministro, em entrevistas concedidas semanas antes, falou abertamente sobre os futuros colegas de ministério; sobre os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e até sobre a presidente Dilma Rousseff e o PT. Considerado uma voz crítica no debate político brasileiro, Roberto Janine decidiu se afastar das entrevistas durante um tempo – até que possa estudar as questões que envolvem o Ministério da Educação, pasta com o segundo maior orçamento da Esplanada.


“Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloizio Mercadante, me convidando a ir a Brasília para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. (...) Fui recebido por ele e pela presidente, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário-executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada”, escreveu o futuro ministro numa rede social, referindo-se ao secretário Luiz Cláudio Costa. Ao agradecer às mensagens de apoio recebidas durante a noite, Janine afirmou que espera que “a educação constitua um destes pontos que permitam unir o país, gente de um lado ou de outro, mas que sabe que sem educar não se avança”. Disse ainda que só voltará a dar entrevistas a partir de 6 de abril, quando tomará posse.


CRÍTICAS Em meados deste mês, Janine disse em entrevista à revista Brasileiros que o governo Dilma Rousseff tem uma concepção “muito inquietante”. “É, no limite, autoritária. Adota as medidas que precisam ser adotadas, mas não explica. E não explica por que prometeu fazer uma coisa e está fazendo o contrário.” O novo ministro também não evitou dar patadas nos presidentes da Câmara e do Senado. “Eles são muito diferentes entre si. Renan (Calheiros) é habilidoso. Cunha é brutal”, disse, em entrevista ao jornal O Globo, publicada há cerca de duas semanas. Críticas dirigidas aos parlamentares foram a causa da queda do antecessor na Educação, Cid Gomes (Pros).


Sobre os futuros colegas de ministério, Janine não foi menos certeiro. Com exceção de Joaquim Levy, da Fazenda (“quase uma intervenção tucana na economia”) e de Juca Ferreira, da Cultura (que “maneja um orçamento pequeno”), todos os demais seriam submissos. “Os outros ministros correm o risco de ter a orelha puxada o tempo todo. O que torna difícil para eles irem a público. Vão defender o quê? De repente, muda tudo. Defendem o governo e recebem uma correção de cima”, disse ele sobre o estilo da presidente Dilma, na mesma entrevista à Brasileiros.

segunda-feira, 16 de março de 2015

10 COISAS ÚTEIS PARA SE FAZER NA INTERNET

A internet é um poço infinito de conhecimentos úteis e gifs de gatinhos, e por algum motivo a gente passa tempo demais vendo os últimos e quase nenhum com os primeiros. Com um pouco de disciplina – eu recomendo se organizar em uma rotina, bloquear redes sociais que causam distração e ouvir música no fone de ouvido – você pode encaixar na sua vida cotidiana algumas horas de aula de qualquer coisa por semana.

Quer aprender a desenhar? Cozinhar? Engenhar? Tocar violão? Dá, e é tudo de graça. Fizemos uma lista do que você pode aprender agora:

1. Cozinhar cientificamente para chegar ao melhor gosto possível. Não é segredo que dá pra aprender a cozinhar usando a internet. Agora, usando um viés científico, próprio de engenheiros, isso talvez você não soubesse. Vá ao Cooking for Engineers para aprender uma abordagem analítica da comida, que tem como objetivo reunir os melhores métodos para atingir a melhor crocância no bacon – um conhecimento que, convenhamos, tem valor imensurável.

2. Desenhar. Há vídeos do YouTube e tutoriais com fundamentos do desenho, mas o Drawspace é o mais completo. É um curso de desenho do início ao fim, que ensina sombras, contornos, técnicas que te ajudam a melhorar sua noção espacial e até outros tipos de arte. Pense numa escolha de artes digital gratuita e você terá o DrawSpace.

3. Ser bem-sucedido com executivos importantes. Gente bem-sucedida tem o poder de inspirar. A internet possibilitou que todos nós tivéssemos pessoas que admiramos como mentores, porque a rede permite que eles falem direto pra gente. É dessa ideia que o programa 30 Second MBA, da Fast Company, se aproveita. A série reúne vídeos em que executivos bem-sucedidos de várias áreas respondem, em 30 segundos, perguntas pertinentes pra quem tem um negócio.


4. Inglês, espanhol, e depois italiano, alemão, francês… O Duolingo é uma das plataformas de ensino de idiomas mais populares da internet. Completamente grátis, ele ensina inglês e espanhol pra quem fala português; e e você já fala inglês, a possibilidades se abrem muito mais: tem francês, alemão, italiano, pra ficar no mais básico, e se você estiver empolgado, húngaro, russo, romeno, polonês…

5. Se colocar no lugar do outro. Para mim, a principal virtude do Quora é a capacidade de mostrar pros usuários a visão de mundo de pessoas que a gente jamais teria acesso de outra forma. Como é ser milionário? Como é sofrer um sequestro? Como é ser um astronauta? O Quora reúne relatos ricos de gente que viveu situações inacreditáveis. De quebra, ainda tira dúvidas reais sobre coisas muito interessantes.

6. Tocar violão. Você ainda pode realizar seu sonho de adolescência: nunca é tarde para aprender a tocar violão. Não se preocupe se você estiver começando do zero, porque o Justin Guitar tem aulas pra todos os níveis. Técnicas, exercícios, escalas e até o básico dos acordes: está tudo lá. Não tem mais desculpa pra você não ser a estrela do luau na praia.

7. Matemática, história, filosofia, programação, marketing… Não é de hoje que ganhamos sites incríveis que, em parceria com universidades estrangeiras, oferecem cursos de alto nível pela internet gratuitamente. Muitos são super específicos e alguns têm interface meio complicada. Não é o caso doKhan Academy e do Academic Earth, que se dedicam a oferecer cursos de matérias mais básicas. Pense em coisas que vão de Matemática e Física a Sociologia e Psicologia; tem programação, história, arte e coisas assim, também.

8. Fazer quase qualquer coisa você mesmo. Sabe aquela sua técnica única para picar cebola? Você pode dividi-la com a internet no Instructables, enquanto aprende a fazer um super capacitor de grafeno (!). O Instructables é uma plataforma de troca de tutoriais que ensinam a fazer em casa coisas que, normalmente, a gente compra. Tem projetos em áreas tipo lifehacking, mas a maioria é mão na massa mesmo: artesanato, marcenaria, eletrônica… tem tudo lá. Dê uma olhada antes de pagar uma fortuna em um suporte pro seu iPad.



9. Entender o mercado financeiro. Eu acho um equívoco que não tenhamos aulas de economia doméstica e o básico de mercado financeiro no colégio. Todo mundo precisa entender como essas coisas funcionam. Mas dá pra contornar isso com a Investopedia. Veja, não vai ser da noite pro dia, mas com um pouco de tempo e esforço você vai entender os chavões desse mercado e talvez possa até começar a investir seu dinheiro.

10. Programar. Eu sei que você já sabe: programar é a habilidade do futuro, há vários sites que ensinam programação de graça etc etc. É que o Codeacademy é mesmo o melhor, e isso vem de alguém que testou vários sites diferentes. É o mais amigável para quem é completamente iniciante, é didático, é bonito, é grátis e é em português. Se você estiver afim de aprender a programar, pode começar por aí que não tem erro.