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segunda-feira, 30 de março de 2015

NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO

"(A presidente) adota as medidas que precisam ser adotadas, mas não explica.
E não explica por que prometeu fazer uma coisa e está fazendo o contrário" -
Renato Janine, em entrevista à revista Brasileiros

Brasília – A escolha do professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação provocou certo mal-estar entre setores da base aliada no Congresso. Tudo porque o novo ministro, em entrevistas concedidas semanas antes, falou abertamente sobre os futuros colegas de ministério; sobre os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e até sobre a presidente Dilma Rousseff e o PT. Considerado uma voz crítica no debate político brasileiro, Roberto Janine decidiu se afastar das entrevistas durante um tempo – até que possa estudar as questões que envolvem o Ministério da Educação, pasta com o segundo maior orçamento da Esplanada.


“Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloizio Mercadante, me convidando a ir a Brasília para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. (...) Fui recebido por ele e pela presidente, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário-executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada”, escreveu o futuro ministro numa rede social, referindo-se ao secretário Luiz Cláudio Costa. Ao agradecer às mensagens de apoio recebidas durante a noite, Janine afirmou que espera que “a educação constitua um destes pontos que permitam unir o país, gente de um lado ou de outro, mas que sabe que sem educar não se avança”. Disse ainda que só voltará a dar entrevistas a partir de 6 de abril, quando tomará posse.


CRÍTICAS Em meados deste mês, Janine disse em entrevista à revista Brasileiros que o governo Dilma Rousseff tem uma concepção “muito inquietante”. “É, no limite, autoritária. Adota as medidas que precisam ser adotadas, mas não explica. E não explica por que prometeu fazer uma coisa e está fazendo o contrário.” O novo ministro também não evitou dar patadas nos presidentes da Câmara e do Senado. “Eles são muito diferentes entre si. Renan (Calheiros) é habilidoso. Cunha é brutal”, disse, em entrevista ao jornal O Globo, publicada há cerca de duas semanas. Críticas dirigidas aos parlamentares foram a causa da queda do antecessor na Educação, Cid Gomes (Pros).


Sobre os futuros colegas de ministério, Janine não foi menos certeiro. Com exceção de Joaquim Levy, da Fazenda (“quase uma intervenção tucana na economia”) e de Juca Ferreira, da Cultura (que “maneja um orçamento pequeno”), todos os demais seriam submissos. “Os outros ministros correm o risco de ter a orelha puxada o tempo todo. O que torna difícil para eles irem a público. Vão defender o quê? De repente, muda tudo. Defendem o governo e recebem uma correção de cima”, disse ele sobre o estilo da presidente Dilma, na mesma entrevista à Brasileiros.

segunda-feira, 16 de março de 2015

10 COISAS ÚTEIS PARA SE FAZER NA INTERNET

A internet é um poço infinito de conhecimentos úteis e gifs de gatinhos, e por algum motivo a gente passa tempo demais vendo os últimos e quase nenhum com os primeiros. Com um pouco de disciplina – eu recomendo se organizar em uma rotina, bloquear redes sociais que causam distração e ouvir música no fone de ouvido – você pode encaixar na sua vida cotidiana algumas horas de aula de qualquer coisa por semana.

Quer aprender a desenhar? Cozinhar? Engenhar? Tocar violão? Dá, e é tudo de graça. Fizemos uma lista do que você pode aprender agora:

1. Cozinhar cientificamente para chegar ao melhor gosto possível. Não é segredo que dá pra aprender a cozinhar usando a internet. Agora, usando um viés científico, próprio de engenheiros, isso talvez você não soubesse. Vá ao Cooking for Engineers para aprender uma abordagem analítica da comida, que tem como objetivo reunir os melhores métodos para atingir a melhor crocância no bacon – um conhecimento que, convenhamos, tem valor imensurável.

2. Desenhar. Há vídeos do YouTube e tutoriais com fundamentos do desenho, mas o Drawspace é o mais completo. É um curso de desenho do início ao fim, que ensina sombras, contornos, técnicas que te ajudam a melhorar sua noção espacial e até outros tipos de arte. Pense numa escolha de artes digital gratuita e você terá o DrawSpace.

3. Ser bem-sucedido com executivos importantes. Gente bem-sucedida tem o poder de inspirar. A internet possibilitou que todos nós tivéssemos pessoas que admiramos como mentores, porque a rede permite que eles falem direto pra gente. É dessa ideia que o programa 30 Second MBA, da Fast Company, se aproveita. A série reúne vídeos em que executivos bem-sucedidos de várias áreas respondem, em 30 segundos, perguntas pertinentes pra quem tem um negócio.


4. Inglês, espanhol, e depois italiano, alemão, francês… O Duolingo é uma das plataformas de ensino de idiomas mais populares da internet. Completamente grátis, ele ensina inglês e espanhol pra quem fala português; e e você já fala inglês, a possibilidades se abrem muito mais: tem francês, alemão, italiano, pra ficar no mais básico, e se você estiver empolgado, húngaro, russo, romeno, polonês…

5. Se colocar no lugar do outro. Para mim, a principal virtude do Quora é a capacidade de mostrar pros usuários a visão de mundo de pessoas que a gente jamais teria acesso de outra forma. Como é ser milionário? Como é sofrer um sequestro? Como é ser um astronauta? O Quora reúne relatos ricos de gente que viveu situações inacreditáveis. De quebra, ainda tira dúvidas reais sobre coisas muito interessantes.

6. Tocar violão. Você ainda pode realizar seu sonho de adolescência: nunca é tarde para aprender a tocar violão. Não se preocupe se você estiver começando do zero, porque o Justin Guitar tem aulas pra todos os níveis. Técnicas, exercícios, escalas e até o básico dos acordes: está tudo lá. Não tem mais desculpa pra você não ser a estrela do luau na praia.

7. Matemática, história, filosofia, programação, marketing… Não é de hoje que ganhamos sites incríveis que, em parceria com universidades estrangeiras, oferecem cursos de alto nível pela internet gratuitamente. Muitos são super específicos e alguns têm interface meio complicada. Não é o caso doKhan Academy e do Academic Earth, que se dedicam a oferecer cursos de matérias mais básicas. Pense em coisas que vão de Matemática e Física a Sociologia e Psicologia; tem programação, história, arte e coisas assim, também.

8. Fazer quase qualquer coisa você mesmo. Sabe aquela sua técnica única para picar cebola? Você pode dividi-la com a internet no Instructables, enquanto aprende a fazer um super capacitor de grafeno (!). O Instructables é uma plataforma de troca de tutoriais que ensinam a fazer em casa coisas que, normalmente, a gente compra. Tem projetos em áreas tipo lifehacking, mas a maioria é mão na massa mesmo: artesanato, marcenaria, eletrônica… tem tudo lá. Dê uma olhada antes de pagar uma fortuna em um suporte pro seu iPad.



9. Entender o mercado financeiro. Eu acho um equívoco que não tenhamos aulas de economia doméstica e o básico de mercado financeiro no colégio. Todo mundo precisa entender como essas coisas funcionam. Mas dá pra contornar isso com a Investopedia. Veja, não vai ser da noite pro dia, mas com um pouco de tempo e esforço você vai entender os chavões desse mercado e talvez possa até começar a investir seu dinheiro.

10. Programar. Eu sei que você já sabe: programar é a habilidade do futuro, há vários sites que ensinam programação de graça etc etc. É que o Codeacademy é mesmo o melhor, e isso vem de alguém que testou vários sites diferentes. É o mais amigável para quem é completamente iniciante, é didático, é bonito, é grátis e é em português. Se você estiver afim de aprender a programar, pode começar por aí que não tem erro.

terça-feira, 10 de março de 2015

PERSPECTIVAS PARA ESTE ANO


Eduardo Shinyashiki Emprego Renda   ediumpx pxEduardo Shinyashiki é palestrante, consultor
organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes.

Nessa entrevista ele aborda as perspectivas futuras e aponta caminhos para que 2015 seja um ano melhor ainda. Leia e saiba o que mudar, o que melhorar e ao que se dedicar para que você termine 2014 com louvor e já inicie 2015 no caminho certo, tanto na vida pessoal como profissional.

1- 2014 foi um ano complicado para alguns setores, mas de muito sucesso para outros. Independentemente de uma empresa ter tido sucesso ou não, o que os empresários devem fazer para terminarem bem o ano?

Um dos pontos importantes para terminar bem o ano, independentemente de uma empresa ter tido sucesso ou não, é fazer uma avaliação dos resultados, o que deu certo e o que não deu.

Verificar também como está o clima da empresa, as lideranças, a comunicação entre as pessoas, as equipes e os departamentos, para eventualmente já fazer intervenções ou pedir orientações.

É essencial preparar um planejamento, traçar metas e objetivos do próximo ano e saber que são estes planejamentos que guiarão nossas ações e decisões durante todo o ano e, a partir desta reflexão, podemos nos planejar com consciência e sabedoria.

Importante também para os empresários estarem abertos e terem adaptabilidade e flexibilidade para aceitar as mudanças que ocorrem no contexto e treinar uma mentalidade vencedora, aprendendo sempre com as dificuldades e melhorando as competências pessoais.


2- Muitas vezes persistimos em uma ideia que não está indo bem. Quando podemos saber o momento de mudar? Quais pontos de mudança são cruciais para nossa evolução nos âmbitos pessoal e profissional?

É verdade. Precisamos estar atentos às evidências que nos indicam se vale a pena continuar ou não em uma ideia. São os resultados que nos confirmam se estamos no caminho certo ou se não estamos indo na direção certa.

Estando atentos às evidências, podemos perceber as dificuldades, tomar consciências delas e se preparar para as mudanças necessárias e, assim, permitir uma melhora nos resultados.

Para poder fazer isso, precisamos ter estabelecido antes objetivos para poder colocar em foco o que queremos e tomar decisões mais adequadas e direcionadas para atingir o resultado e também para ter um parâmetro a seguir e poder verificar se estamos na direção certa.

Criar metas e objetivos ajuda a estabelecer prioridades que representam a nossa bússola, indicando a direção e permitindo estabelecer processos alinhados e focados com os resultados desejados.


3- Quem não teve um bom ano, o que deve fazer para se preparar para o próximo?

No meu recente livro, listei sete fases para concretizar objetivos e sonhos. Então as recomendo como um primeiro passo para se preparar para o ano que vem.

1- Ouvir sua voz interior – silenciar nossos diálogos internos, que mostram a autocrítica, para conseguir ouvir a voz interior e nossos desejos.

2- Reconhecer os sonhos e objetivos – descobrir o que quer e focar nessa conquista, sem subestimar ou superestimar os obstáculos do caminho.

3- Ter foco, atenção e concentração – não deixar que os desvios necessários no caminho o desviem de seu objetivo principal.

4- Exercitar a mente – visualizando seu objetivo para que fique fixado na mente, porém sempre se abrindo a novas maneiras de atingi-lo.

5- Visão em ação – saber avaliar tudo que precisa ser feito para se chegar ao objetivo proposto.

6- Comprometer-se com a mudança – utilizar o poder pessoal para realizar mudanças e transformações na vida.

7- Redecidir – sempre que necessário verificar a rota, corrigi-la e ajustar o percurso, alinhando novamente as ações com aquilo que se planejou.


4- E para quem teve sucesso em 2014, como se manter no topo no próximo ano? Como deve ser a preparação para começar bem 2015?

Acredito que as reflexões da questão anterior servem também para as pessoas que já conseguiram alcançar os objetivos e conquistar o sucesso.

Recomendo também fazer uma lista das conquistas e dos objetivos que ainda faltam realizar.

Isso ajuda a:

- ter uma visão de onde nos encontramos no momento presente em relação ao que queremos e a direcionar o foco;

- priorizar mais facilmente as tarefas e as atividades, pois posso me perguntar: isto serve realmente aos meus objetivos?

- ter uma visão de futuro para antecipar possíveis mudanças e imprevistos e criar alternativas de ação;

- ter uma organização do tempo mais adequada e produtiva;

- consolidar a autoestima e a autoconfiança, fortalecendo a personalidade, pois é mais fácil atingir um resultado se estipulado como meta, e a cada resultado alcançado, vivemos uma experiência de sucesso.


5- Por fim, o que você pode acrescentar como recomendação para que os empresários tenham sucesso daqui em diante?

Para ter sucesso e alcançar os objetivos é preciso agir com foco, atenção, autoconfiança e motivação.

Ter consciência do que se quer, conhecer os próprios pontos fortes e os pontos a serem melhorados, assumir a responsabilidade pelas próprias ações e ser flexível para lidar com as mudanças do mercado são as chaves para o sucesso e para construir um futuro vencedor. E sempre se perguntar:

- Onde me encontro atualmente? (analisar a situação de partida e a possível evolução)

- Onde quero chegar? (definição dos objetivos)

- Como chegar?

- Em quanto tempo?

- O que preciso fazer? (formulação das estratégias e plano de ação, execução e verificação do plano)

domingo, 25 de janeiro de 2015

ISNARP - MEMORIZAÇÃO






O ISNARP tem as melhores dicas para o seu sucesso. Hoje, conheça 5 técnicas úteis de memorização para quem deseja espantar o fantasma do esquecimento e ativar o poder da lembrança:

1 – Do geral para o específico: contexto, análise e síntese

Ao estudar um tema com a finalidade de fixá-lo na memória, o caminho percorrido deve ser do geral para o específico. As generalidades dão o contexto que permite um entendimento mais claro da evolução do conceito em questão.

Depois de memorizado, analise. Fazer anotações durante uma aula, por exemplo, é analisar aquele conceito. por fim, a síntese é a atitude final para evitar o esquecimento. Sintetizar é fazer a revisão, reler as anotações e organizar melhor o conteúdo.

A união das três etapas é o que reforça o poder de memorização do conceito. Contexto sem análise não passa de informações vagas. Contexto e análise sem síntese não passam de conhecimentos condenados ao rápido esquecimento. Síntese sem análises e sem contexto é um dado inútil no cérebro, que você não saberá para que serve.

2 – Siglas

A síntese é o gatilho de memória para recuperar o que foi estudado. É a ferramenta mental que você vai utilizar para lembrar. E uma das formas sugeridas pelos especialistas é elaborar siglas com as palavras chave do conteúdo a ser lembrado.
Um exemplo de sigla: ViLISP. A sigla é a ferramenta para acessar na memória os direitos previstos no capítulo 5º da Constituição federal: Vida, Liberdade, Igualdade, Segurança e Propriedade.

3 – Frases malucas

Outra forma de sintetizar é criar frases ou histórias “malucas” que, pelo caráter inusitado, são mais fáceis de lembrar e atuam como gatilho para recuperação dos conceitos a ela associados.

Faça, por exemplo, a técnica de associação de palavras. Fica mais simples memorizar a sequência de informações. Ao associar uma palavra a cada um dos conceitos, o passo seguinte é montar uma frase ou sequência de frases usando as palavras associadas sequencialmente.

frases malucas também funcionam como gatilho de memória. Por exemplo, para os estudantes de Direito Penal memorizarem as finalidades da pena de condenado, é possível montar uma frase maluca: a pena transforma o condenado em um Saci PeReRê. A palavra Pererê traz as letras iniciais das finalidades da pena: prevenir novas condutas delituosas; retribuir (ao mal do crime o mal da pena), reintegrar o condenado à convivência social.

4 – Ensine para lembrar mais

Explicar o que você aprendeu a outra pessoa é também uma maneira de memorizar o conteúdo. Imagine-se ou tente dar uma aula. Se conseguir citar todos os detalhes e cobrir todo o assunto, significa que a memória foi consolidada, e o que você aprendeu será lembrado por muito tempo.

A tática é eficiente porque ao tentar explicar o que acabou de aprender as conexões de neurônios se expandem e o conteúdo é gravado por mais tempo, na memória de médio prazo. E com algumas revisões, por um longo período.

5 – A força da visualização

A força da visualização também é uma aliada da memória. É possível usar o próprio corpo e gestos para envolver a chamada memória sinestésica. Um exemplo é a memorização de uma receita.

Cada ingrediente é associado a um gesto direcionado a uma parte do corpo. Para memorizar,use um gesto. E para resgatar na memória a atitude é ir conferindo qual gesto era associado a cada parte do corpo para se recordar do ingrediente em questão.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ISNARP - PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO




Psicologia educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino/aprendizagem em diversas vertentes: os mecanismos de aprendizagem nas crianças e adultos (o que está estreitamente relacionado com a psicologia do desenvolvimento); a eficiência e eficácia das tácticas e estratégias educacionais; bem como o estudo do funcionamento da própria instituição escolar enquanto organização (onde se cruza com a psicologia social). 

Os psicólogos educacionais desenvolvem o seu trabalho em conjunto com os educadores de forma a tornar o processo de aprendizagem mais efectivo e significativo para o educando, principalmente no que diz respeito à motivação e às dificuldades de aprendizagem. Focam a sua acção não apenas nas necessidades da criança na escola como, também, em outras áreas onde as experiências escolares têm impacto. Alguns psicólogos escolares centram o seu trabalho no desenvolvimento das capacidades e necessidades das crianças com dificuldades de aprendizagem, como no caso da Desordem por défice de atenção com hiperactividade, problemas emocionais ou problemas comportamentais.

Apesar de serem muitas vezes utilizados como sinônimos, os termos psicologia educacional e psicologia escolar não são sinônimos. Enquanto psicologia educacional se refere à pesquisa teórica, sendo assim mais abrangente, a psicologia escolar assim como apsicopedagogia são subdisciplinas aplicadas 1 .

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PEDAGOGIA - INTRODUÇÃO




A Grécia clássica pode ser considerada berço da Pedagogia, pois é na Grécia que nascem as primeiras ideias acerca da ação pedagógica, ponderações que vão influenciar, por muitos anos, a educação e cultura ocidentais e vincular a imagem do Pedagogo à formação das crianças.

Na antiga Grécia, eram chamados de pedagogos os escravos que acompanhavam as crianças que iam para a escola. Como escravo, ele era submisso à criança, mas tinha que fazer valer sua autoridade quando necessária. Por esse motivo, esses escravos desenvolveram grande habilidade no trato com as crianças.2

Nos séculos XVII e XVIII inicia-se uma era de debates, no campo da educação, tendo como foco a importância de atualizar os processos pedagógicos e rever o próprio conceito de infância. Nomes importantes deste período são Comenius e Rousseau. No final do século XIX e princípios do século XX os debates sobre educação e, principalmente, as novas pesquisas no campo da psicologia do desenvolvimento e aprendizagem, com ênfase na criança, levarão a que um grande número de profissionais, de diversos campos, desenvolvam reflexões, pesquisas e experiências pedagógicas envolvendo métodos de ensino, as relações pedagógicas e as possibilidades e limites dos diferentes contextos educativos, dando corpo a vários movimentos, dentre eles o da Escola Nova e aPedagogia Waldorf. No restante século XX a Pedagogia vai se institucionalizar como campo de conhecimento científico e profissional e a formação passará a ocorrer nas Universidades em cursos superiores um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura.

Atualmente a pedagogia tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como ciência social, a pedagogia esta conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país. O pedagogo, que trabalha para garantir e melhorar a qualidade da educação, tem dois grandes campos de atuação: a administração e o magistério, de modo que pode tanto gerenciar e supervisionar o sistema de ensino quanto orientar os alunos e os professores.Acompanha e avalia, ainda, o processo de aprendizagem e as aptidões de cada aluno. Pode trabalhar também com portadores de deficiências físicas ou intelectuais, auxiliando em sua inclusão na sociedade, ou com educação a distância. Porém, todos aqueles que atuam no processo educativos (professores, pais, monitores, orientadores, psicólogos, etc) também devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.3

ALUNOS ISNARP: TÉCNICAS DE ESTUDOS




Na coluna de hoje proporei algo que pode parecer bastante estranho à primeira vista. São quatro técnicas para você ter um estudo eficiente. Aparentemente, elas são absurdas, mas começam a fazer sentido quando analisadas sob uma ótica crítica. Vamos a elas.

A primeira técnica de estudo é não seguir as técnicas de estudo! Mas, como assim? A partir do momento em que lancei o livro "Como Passar em Provas e Concursos", que acabou dando início a uma nova disciplina, "Como Estudar", surgiram ótimos professores ensinando o mesmo assunto, mas também muitos curiosos e pessoas – muitas das quais com boa intenção – querendo ensinar técnicas, dicas e segredos das quais não têm um conhecimento aprofundado. Resultado: ensinam coisas erradas e acabam prejudicando mais do que ajudando o incauto concurseiro. Então, é preciso ter técnica, mas também é preciso ter muito cuidado com elas!

A recomendação para você se sair bem é simples: personalização! Tão importante quanto ouvir técnicas só de pessoas experientes em concursos é testar o que está sendo dito e ver se realmente funciona para você. Há técnicas que funcionam para todos (motivação, otimização do tempo) e outras, apenas para alguns. Por exemplo, há quem renda mais ouvindo, outro copiando, outro assistindo. Há quem renda mais pela manhã e outros, pela noite. Cada um tem sua compleição e não adianta forçar. Descubra como você rende melhor e que técnicas são mais úteis. E lembre-se: algumas coisas funcionam para todo mundo, como organização, dedicação, muito treino, fazer revisões periódicas da matéria e estudar com silêncio ou música clássica --jamais com outras músicas, com pressa ou pensando em outras tarefas.

Enfim, não siga as técnicas dos outros. Teste-as e, se funcionarem, elas passarão a ser as suas técnicas. Também não tente ficar seguindo 300 técnicas. Vá devagar, melhorando aos poucos. A direção correta é mais importante que a velocidade.

Outra técnica que funciona é estudar entre 50 a 80 minutos e descansar entre 10 a 15 minutos (sua resistência aumenta com o tempo, mas faça sempre os intervalos). E, claro, prestar atenção nas aulas e nas dicas dos professores e responder questões de vestibulares ou concursos anteriores.

Conselho errado muito comum: "a pessoa que não estudar X horas não passa". É errado porque o estudo vale mais pela qualidade do que pela quantidade e porque, com revisões periódicas e técnicas de memorização, a pessoa que tem menos tempo para estudar também consegue aprender e passar. Não adianta ficar exausto de estudar e não conseguir apreender nenhum conhecimento.

A segunda técnica de estudo é... não estudar é estudar! Ok, parou, parou, parou... não ache que sem estudar você terá sucesso nem pegue essa frase e vá para a praia sem culpa. Não, a ideia não é essa. Existem duas coisas que farão muita diferença.

1ª - Quando você está descansando ou fazendo outras atividades, seja de lazer ou dormir, você não está estudando, mas isso pode aumentar sua produtividade no estudo.
2ª - Para render mais no estudo, você precisa estar "presente" naquilo que está fazendo.

A fixação da memória ocorre durante o sono profundo. Por isso, é importante ter um bom sono. Relaxar e... dormir! Nada de ficar repensando em todas as coisas que aconteceram ou deixaram de acontecer ao longo do dia, nada de ficar pensando, na véspera, na matéria e na prova. Também não vale ficar zapeando a TV até cansar. Hora de dormir é hora de dormir. Claro que você não pode usar a importância do sono como uma desculpa para dormir demais, mas não dormir o mínimo necessário vai, com certeza, prejudicar o aprendizado.

Já os momentos de lazer fazem a pessoa recuperar suas energias, relaxar, "recarregar a pilha". Eles também não devem ter carga horária exagerada, mas são essenciais. Uma das técnicas é estudar seis dias e descansar um. Um bom lazer é a atividade física já que exercícios aumentam a oxigenação do cérebro, a disposição e melhoram o humor.

A terceira técnica é saber que o conteúdo da prova não reprova ninguém! Isso mesmo! Os concursos e vestibulares dizem tudo o que vai cair na prova e não faltam ótimos professores, cursos e livros ensinando a matéria. O que reprova mesmo é a incapacidade de organização e de ter método de estudo. Ou seja, quem reprova você é você!

Se listar as coisas que mais atrapalham seu estudo, você verá que as dificuldades pessoais, como preguiça, medo e desorganização, e circunstanciais, como as relacionadas aos amigos, família e trabalho são o que realmente atrapalham na hora do estudo. A pessoa que aprende a administrar seu tempo, amizades, telefonemas, lazer e ansiedade irá conseguir estudar bastante, e bem. Estudo é uma questão de organização, qualidade e administração do tempo. Aprenda a fazer isso e você não será reprovado. Ser aprovado é uma questão de tempo para quem aprendeu a estudar e a fazer provas.

Por fim, saber a matéria não adianta! Mas, como assim? Bem, é preciso saber a matéria, claro, mas também é preciso saber transmitir a matéria para a prova! Muitos são aqueles que estudam e aprendem, mas, como não treinam fazendo simulados, provas anteriores e concursos/vestibulares reais, não sabem passar o conhecimento para o papel. E, se você não passar o que sabe para o examinador, ele vai achar que você não sabe.

Imagine uma pessoa com um caminhão-pipa cheio de água para matar a sede de uma multidão, mas com apenas um canudinho para tirá-la de lá. Não adianta ter a matéria toda na cabeça e não ter treinado sobre como fazer as provas, não saber nenhuma técnica de realização de provas. O melhor jeito de aprender as técnicas é fazer simulados e provas anteriores, e aprender a fazer provas "por esporte". Eu ensino várias técnicas de realização de provas no livro e na internet, recomendo que você as conheça melhor. Elas fazem muita diferença.

Espero que a coluna de hoje tenha servido de alerta para atitudes que podem estar prejudicando seus estudos e que você passe a investir mais em técnicas outrora incomuns e inusitadas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA




  • “ Progressistas ou reacionários, (a Inglaterra de Wilson ou a Espanha de Franco), ricos ou pobres (os Estados Unidos ou Madagascar), centralistas ou federalistas, (França ou Alemanha), imenso ou pequeno (China ou Holanda), todos os Estados depois da Segunda Guerra investirão no Ensino a Distância. Em todo lugar, as empresas, grandes ou pequenas, e as instituições internacionais obram para instalar as infra-estruturas do ensino a distância. Para todos, o desejo é o mesmo: estender o projeto educativo, começado no século 20, para todos os públicos e para todas as formas de saber, aumentar a eficiência e diminuir os custos graças ao emprego de tecnologias cada vez mais eficientes” (Le Monde de l’Education, set. 1998, p. 9)

  • penny 6 de maio de 1840 ... quando foi lançado o primeiro selo da história do correio, usando uma tarifa única para todo o território da sua Graciosa Majestade, a Rainha Vitória. Fonte Fonte MUITOS PENSAM QUE A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) É UMA NOVIDADE. A AVENTURA COMEÇOU HÁ ALGUM TEMPO... EM 1840, NA INGLATERRA...

  • Isaac Pitmann, o inventor da estenografia, aproveitou-se desta nova facilidade para comercializar a sua invenção e criou o primeiro curso por correspondência. A primeira instituição, que utilizou o ensino a distância, era alemã, o INSTITUTO TOUSSAINT E LANGENSEHERDT, (1856). Dedicou-se ao ensino das línguas estrangeiras. Fonte Fonte
     Em 1873, em Boston nos USA, Anna Ticknor fundou a Sociedade de Apoio ao Ensino em Casa. No mesmo ano, a Universidade de Bloomington criou um departamento de curso por correspondência. Na França, a partir de 1977, apareceram vários organismos privados oferecendo cursos por correspondência de cultura geral, de artes, de línguas e de preparação para concursos.

  • No início do SÉCULO 20, o ensino a distância começou a interessar às crianças de regiões isoladas, particularmente na Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia. Vale a pena também citar o CERCA (Centro de Ensino Rural por Correspondência de Angers). Esse curso criado em 1921 e promovido pela Escola Superior de Agricultura, era dirigido. Em 1921 , os Mormons de Salt Lake City criaram a primeira rádio universitária. Em 1926, Rádio Luxemburgo e, em 1927, Rádio-Paris PTT seguiram este exemplo. A partir de 1927, também a BBC ofereceu às crianças das escolas primárias, programas de apoio. 
     No Brasil, no início da década de 1960, com a popularização do rádio de pilha, o MEB (Movimento de Educação de Base), ligado ao episcopado brasileiro desenvolveu um imenso programa de alfabetização de adultos graças ao Sistema Rádio Educativo. O mesmo fenômeno acontece hoje com as populações nômades das regiões do sul do Saara, graças a um sistema de recarregamento das pilhas com a energia solar. Fonte Fonte
     Com o evento da televisão, o ensino a distância ingressou na era da multimídia. As ferramentas se sofisticaram e diversificaram: minicassetes, videocassete e, hoje, Internet. A televisão terá dificuldades para se impor como mídia pedagógica. Ela terá que abandonar uma imagem de puro divertimento popular e barato

  • aos adolescentes que saíam da escola primária e tinha como finalidade a aprendizagem do pequeno agricultor. Este trabalho realizado na região hoje chamada “ Pays de Loire” transformou a agricultura desta região em uma das agriculturas mais avançadas do mundo. Fonte Fonte

  • Foi a Open University inglesa que realizou a experiência pedagógica concludente no campo do Ensino Superior a Distância. Criada em 1969, ligada à BBC, combinou desde a origem a televisão e a escrita. (cada dia mandava mais de 20 toneladas de documentos em papel) Dirigida a estudantes de mais de 18 anos, sem pré-requisito de diploma, tornou-se para o mundo inteiro o modelo do ensino “ aberto” para os adultos. Fonte Fonte. O jovem público do nível secundário e superior, principal cliente do ensino a distância, comprou material sofisticado: fax, antena parabólica, microcomputador, modem. Na DÉCADA DE 90, o progresso técnico se acelerou com a aparição de TV por satélite e da TV a cabo, da videoconferência, dos CD-ROMs, da Internet e do correio eletrônico.

  •  Respondendo a essa demanda, o Centro Nacional de Ensino a Distância (CNED) da França, apresenta hoje uma coleção impressionante de meios... ... cassetes de áudio, cassetes de vídeo, slides, disquetes, minitel, Internet, telefone, agrupamento, emissão de televisão interativa, videoconferência, CD-ROM , CD-Áudio.
  •  Os grandes organismos de formação à distância entram com forças nas redes. Mas a grande revolução é o correio eletrônico que, enfim, permite uma tutoria a distância eficiente. Fonte
    REFLEXÃO No fim desta breve história do Ensino a Distância, Anne Brunswick pergunta: “Durante muito tempo o ensino a distância foi considerado como uma simples alternativa para quem não podia ter acesso a ‘verdadeiros cursos’, quer dizer, a cursos presenciais orais”. · Quais são as perspectivas do ensino a distância de amanhã? · Será que ele vai se tornar objeto de uma escolha positiva? Graças às múltiplas opções abertas, podemos pensar que a formação a distância será escolhida por um número crescente de jovens que combinarão estudo, trabalho e vida pessoal, e que escolherão esta opção para continuar aprendendo durante a vida toda.” (Le Monde de l’Education, set. 1998, p. 15) Num artigo publicado em 1986, na coletânea “Comunicação e Educação Caminhos cruzados”, perguntávamos: “O trabalhador estudante deve estudar dentro do Campus universitário? Ele precisa estudar dentro dos limites do tempo letivo?” (Vigneron. 1986. p. 356)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

PARA ALUNOS ISNARP: MUNDO MODERNO



O estresse é uma doença de adaptação ao meio. Pode-se observar sua interação no lado interno ou no lado externo. O pesquisador canadense Hans Seyle descreveu muito bem o lado interno, em função das estimulações, excitações e agressões externas, que produzem uma escalada progressiva na defesa do organismo.


No início é só o aumento do alerta geral, estimulando o sistema vegetativo e o cérebro para se defenderem. Pode ser até benéfico no desempenho pelo fato de aumentar a atenção nas tarefas e a prontidão nas contrações musculares.

No entanto, isto tem sido usado abusivamente pelas empresas, sobretudo nesta fase de flexibilização do trabalho, quando o aumento de produção e produtividade não estabelecem um limite nas demandas ao empregado, que é acionado a todo instante, mesmo no lazer e em sua casa. Por outro lado, a cidade, comercializada, quer vender lazeres, quase sempre consumistas e excitantes, não dando trégua ao indivíduo, sobretudo porque o poder de intervenção do homem na natureza não se interrompe em hora nenhuma do dia ou da noite. Tende-se então a diminuir também o repouso das pessoas em nossas cidades, mesmo para aquelas de ritmo diurno. Assim a excitação no organismo fica permanente e de longa duração. Até aquela de menor intensidade a longo prazo acaba levando à fadiga, à depressão depois de passar por uma fase maníaca, excitante.

O aumento da escalada de excitação leva a seguir a mais reações instantâneas e profundas do organismo, é a fase reativa. Mas o corpo, em se mobilizando, começa a fazer de tudo para restabelecer o equilíbrio perdido. As vísceras quase em bloco procuram recuperar o estado de constância interna. O coração pulsa mais forte e em maior frequência para suprir o oxigênio e a energia consumidas predatoriamente. O trato gastro-intestinal se paralisa para dar espaço ao sistema cárdio-motor. O sangue esvai-se da pele e desloca-se para os músculos esqueléticos, ficando em prontidão para a ação. A visão não consegue mais focalizar o detalhe e junto com o cérebro vasculha todo o horizonte em busca de um ataque inesperado. A mente não pára de cogitar das surpresas que o podem prender em armadilha. Instala-se uma espécie de pânico.



O mundo hoje propicia-nos todas as condições para ficarmos sempre muito ativados. É a crise econômica, ameaçando-nos com o desemprego, com o rebaixamento salarial ou com a volta da inflação, consumindo nosso poder de compra. É desafio da competição, que exige cada vez mais, sob a ameaça de sermos substituídos ou passados para trás por aqueles que se atualizarem mais ou termos nossos empregos exportados. Cria-se a obsessão ao trabalho (ver os oito mandamentos do "workaholics" nas minhas páginas na Internet).

Finalmente, as mais altas excitações implantam uma reação mais forte ainda no organismo, podendo levar-nos ao limite de nossas possibilidades, começando o colapso interno. Os órgãos começam a falhar pois ficam exaustos, atingindo-nos com desespero e abandono pela impotência de agir.

Quanto a terapêutica, há várias formas. A mais tradicional no Brasil é não se ligar a nada, a alienação, já descrita por Mário de Andrade em o Macunaíma, ser por excelência surrealista, isto é, ausente da realidade e autofágico, devorando sem comprometimento, as novidades do 1º Mundo, conforme descreveu Oswald de Andrade. Suas manifestações são adquirir uma paixão qualquer: happening, lançamentos de fetiches, cultura kitch, carnaval, futebol, boemia, turismo etc. Por outro lado há formas desintegrativas e de repulsa à sociedade moderna desde ser ermitão solitário à dedicação integral às causas mais nobres, sob a cortina de fumaça de uma associação altruísta.

O mais difícil, no entanto é manter-se equilibrado num mundo cada vez mais desequilibrado. Como ser moderno, atualmente, diante das aspirações de crescimento individual, gozando dos privilégios do 1º Mundo, sem ser absorvido obsessivamente pelo trabalho sobretudo em um país excludente e sub-desenvolvido, que fecha as portas do futuro para os brasileiros, que são menos esclarecidos e ausentes do aperfeiçoamento científico e tecnológico?


Para combater o estresse é preciso manter o rítmo biológico, respeitando sobretudo o sono de qualidade (ver tabela de como dormir bem na Internet) e gozar de atitude de introspecção, sentindo a intimidade de seu ser, por exemplo, de gozar de lugares silenciosos, onde há prioridade absoluta ao pedestre, para exercitar-se fisicamente sem sobressalto e apreciar a natureza, sem ser contaminado pela poluição do ar, da terra e das águas. Comer de acordo com a fome e liberar as vísceras para fluírem naturalmente no seu rítmo próprio de equilíbrio (ver o decálogo anti-estresse na Internet).

Em conclusão, não resta às pessoas que podem, no mundo moderno, e são sensíveis à qualidade de vida senão abandonar as cidades para constituirem condomínios fechados, seus refúgios de bem-viver, nas suas periferias. Contrapõem-se a elas aquelas que lá também vão apenas vendo um lugar seguro para se esquivarem da violência predatória das cidades degradadas, barulhentas e consumistas, sobretudo de veículos automotores que infernizam a vida dos homens, mas não se importando de transformarem" aqueles sonhos dos ecologicamente sustentáveis" em novos bairros degradados, tomando os seus espaços, espouncando barulho nos seus ouvidos e tirando-lhes o direito de introspecção e silêncio e o encontro com o seu "EU".

METAFISICA E NATUREZA HUMANA



Existem várias perspectivas em relação à natureza e à essência fundamentais dos seres humanos. Estes são, dqualquer forma, mutuamente exclusivos. A seguinte lista não é de forma alguma exaustiva:

Naturalismo filosófico, que inclui materialismo e racionalismo: Engloba um conjunto de pontos de vista que os seres humanos são puramente fenômenos naturais; seres sofisticados que evoluiram para o nosso atual estado através de mecanismos naturais, como a evolução. Filósofos humanistas determinam o bem e o mal através do que seriam as "qualidades humanas universais", mas outros naturalistas empregam esses termos como meros rótulos colocados em quão bem o comportamento individual está em conformidade com às expectativas da sociedade, e é o resultado da nossa psicologia e socialização.


A religião Abraamica sustenta que um ser humano é um ser espiritual que foi deliberadamente criado por um único Deus, em sua imagem, e existe em contínuo relacionamento com Deus. O bem e o mal são definidos em quanto os seres humanos se amoldam ao caráter descrito na "lei de Deus".
Noções politeísticas animísticas variam, mas geralmente descrevem os seres humanos como cidadãos em um mundo povoado por outros seres espirituais inteligentes ou mitológicos, como deuses, demônios, fantasmas, etc. Nestes casos, a maldade humana é frequentemente considerada como o resultado de influências sobrenaturais ou corrupção (embora possa ter muitas outras causas também).

Tradições espirituais existentes como a holística, panteística, e panenteística asseguram que a humanidade é a existência com Deus ou como parte do cosmos divino. Neste caso, a maldade humana é geralmente considerada como o resultado da ignorância desta natureza universal Divina. Tradições deste tipo incluem a religião Dármica e outras formas de filosofia oriental (incluindo Budismo e Taoísmo), e filosofia ocidental como Estoísmo, Neoplatonismo ou cosmologia panteística. Determinados tipos de politeísmo,animismo, e monismo têm interpretações semelhantes.

A questão do livre arbítrio e determinismo toma conta de grande parte do debate sobre a natureza humana. Livre arbítrio refere-se à capacidade do homem de fazer escolhas verdadeiramente livres (em certo sentido). No que se refere aos seres humanos, a tese do determinismo implica que as opções humanas são plenamente causadas por forças internas e externas.

Incompatibilismo: sustenta que o determinismo e o livre arbítrio são contraditórios (ou ambos são falsos). As visões incompatibilistas podem negar ou aceitar o livre arbítrio.
Visões incompatibilistas em favor do livre arbítrio incluem:

Libertarianismo entende que a percepção humana de livre escolha em ação é verdadeiro, em vez de aparentemente verdadeira, dessa forma, as nossas ações são executadas sem que haja qualquer coerção por forças internas ou externas.

Tomismo sustenta que os seres humanos têm uma verdadeira experiência de livre arbítrio, e essa experiência é prova de um alma que transcende os meros componentes físicos do ser humano.

Opiniões incompatibilistas contrárias incluiem:
Determinismo refere-se a lógica que os seres humanos, como todos os fenômenos físicos, são objeto de causa e efeito. O Determinismo também entende que as nossas ações resultam do meio social e fatores biológicos ou teológicos. Um equívoco comum é que todos são deterministas fatalistas, que acreditam que a deliberação não faz sentido e que o futuro já está definido, quando na verdade a maioria deterministas mantém a idéia de que nós devemos deliberar sobre as nossas acções e que isto é parte da complexa interação entre causa e efeito.

A Predestinação é a teoria que Deus orquestra todos os acontecimentos no universo

(humanos, naturais e outros) de acordo com sua vontade, porém ele faz de uma forma que inclui o livre arbítrio do homem.

Determinismo biológico e determinismo social são os pontos de vista segundo os quais as ações humanas são determinadas pela sua biologia e interação social, respectivamente. O debate entre estas duas posições é conhecido como natureza versus criação.

Compatibilismo, é da opinião que o livre arbítrio e o determinismo coexistem. Visões Compatibilistas incluem:

Compatibilitismo humano, é da opinião que eles são compatíveis, porque é meramente hipotética a habilidade de liberdade de escolha se a outra opção foi eliminada de acordo com os fatores físicos do determinismo.

Molinismo, é da opinião de que Deus é capaz de predestinar todos os eventos na Terra, porque ele sabe de antemão o que as pessoas irão escolher livremente.

Compatibilistas contemporâneos buscam definições de livre vontade que permitam a coexistência com o determinismo.

ISNARP - (BREVE NO NORTE DE MINAS)


FORMAÇÃO PROFISSIONAL




No Brasil, o ensino técnico é voltado para estudantes de ensino médio ou pessoas que já possuam este nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia das secretarias estaduais de educação ou secretarias estaduais de ciência e tecnologia, dependendo do estado.

Ensino técnico integrado

Para a educação profissional de nível técnico integrado, o aluno faz o curso técnico integrado ao ensino médio, obedecendo à opção de curso técnico feita no processo seletivo. Nesse caso, o aluno deve ter concluído o 1° ano do ensino médio, para assim dar início ao curso técnico.

Ensino técnico com concomitância externa

Para a educação profissional de nível técnico com concomitância externa, o aluno faz o curso técnico simultaneamente ao ensino médio cursado em outra instituição. Nesse regime, o aluno deve estar cursando, o 2º ou 3º ano do ensino médio, para efeito de matrícula no respectivo curso técnico.

Ensino técnico subsequente

Para a educação profissional de nível técnico subsequente, o aluno aprovado no processo seletivo e portador do certificado de conclusão do ensino médio ou equivalente, pode iniciar o curso técnico pretendido.

Em Portugal, o ensino técnico profissional constituía um dos ramos do ensino secundário, sendo o outro ramo o ensino liceal. O ensino técnico foi extinto em 1975 e fundido no ensino liceal, dando origem ao ensino secundário unificado.

Na época moderna, a primeira grande reforma educativa em Portugal remonta à administração do Marquês de Pombal (1750-1777), encontrando-se aí, entre outras, as origens do ensino técnico-profissional no Reino, com a criação da Aula do Comércio em 1755. Pouco depois, foi criada a Aula Náutica em 1764 e, sucessivamente, a Aula de Desenho, a Fábrica de Estuques e a Aula Oficial de Gravura Artística em 1768. Já no reinado de D. Maria I, foi cariada no Porto a Aula de Debucho e Desenho em 1779 e em Lisboa a Aula Régia de Desenho e Figura (também conhecida como "Aula Pública").

No século XIX, o reformador Passos Manoel já reconhecia que: "... não pode haver ilustração geral e proveitosa sem que as grandes massas de cidadãos (...) possuam os elementos científicos e técnicos indispensáveis aos usos da vida do estado actual das sociedades." (Preâmbulo do Decreto de Criação dos Liceus Nacionais de 17 de novembro de 1836.) Na sua atividade reformadora reconhece-se a sua percepção das novas realidades social e económica, decorrentes da Revolução Francesa e da Revolução Industrial inglesa. Desse modo, inspirado no Conservatoire National des Arts et Métiers de Paris, institui o Conservatório de Artes e Ofícios de Lisboa em 1836 e o Conservatório de Artes e Ofícios do Porto em 1837, cujo fim principal "... é promover a instrução prática em todos os processos industriais..." (Decreto de 18 de novembro de 1836) e "... promover o estudo das Belas-Artes, difundir e aplicar a sua prática às Artes Fabris." (Decreto de 22 de novembro de 1836).

As mais importantes medidas legislativas no país, relativas à criação e regulamentação do ensino industrial tiveram lugar na década de 1880, por iniciativa de indivíduos como António Augusto de Aguiar, Emídio Navarro e Eduardo José Coelho, sucessivos ministros das Obras Públicas, Comércio e Indústria, cujo departamento à época tutelava o ensino industrial, comercial e agrícola. Nesta etapa são criadas, em todo o país, escolas industriais e de desenho industrial, algumas tendo obtido destaque pelos conteúdos programáticos e pedagógicos de seus currículos, pela componente prática do seu ensino e pela excelência e relevo de seus professores, muitos deles contratados por concursos internacionais.

Reconhecida a falta de professores qualificados em Portugal para esse tipo de ensino, o Decreto previa em seu artigo 4º. a possibilidade de contratar, no estrangeiro, professores com reconhecida competência e qualidade para o exercício desse magistério. Posteriormente, Emídio Navarro, ao promulgar o Plano de Organização do Ensino Industrial e Comercial (Decreto de 30 de dezembro de 1886), continua a prever esta prática (Art. 42), tendo sido considerável o número de professores estrangeiros então contratados através de concursos abertos nas legações de Portugal em Berlim, Berna, Bruxelas, Paris, Roma e Viena em 1888, registrando-se uma grande afluência de candidatos.

Entre os nomes que assim ingressaram no país destacaram-se os nomes de Silvestro Silvestri, Cesare Janz, Charles Lepierre e Leopoldo Battistini.

O ensino técnico vai ter um grande incremento, durante o Estado Novo, sobretudo a partir da publicação do Decreto n.º 37 029 de 25 de agosto de 1947 que estabelece o Estatuto do Ensino Técnico Industrial e Comercial. O ensino técnico é consagrado como um dos ramos do ensino secundário, paralelamente ao ensino liceal. São previstos cerca de 80 cursos de formação nas áreas industrial, comercial, de formação feminina e de artes decorativas. Na década de 1950, assiste-se a um aumento acentuado da frequência do ensino secundário, com a industrialização do país a gerar uma grande procura dos cursos industriais.

Através do Decreto n.º 41382 de 21 de novembro de 1957 é também aprovado o novo estatuto do ensino técnico agrícola. Na década de 1960, vai-se assistir a um processo de aproximação entre o ensino técnico e o ensino liceal, no âmbito das doutrinas que visavam um ensino secundário unificado. Uma das razões para isso, era a existência de uma estigma social associado ao ensino técnico, uma vez que este era frequentado sobretudo por membros das classes baixa e média-baixa, em comparação com o ensino liceal mais associado às classes média-alta e alta. Um passo importante para a unificação foi a fusão do 1º grau do ensino técnico com o 1º ciclo do ensino liceal, dando origem ao ciclo preparatório do ensino secundário, realizada pelo Decreto-Lei n.º 47 480 de 2 de janeiro de 1967.

Em 1973, é publicada a primeira Lei de Bases do Sistema Educativo que prevê a total fusão do ensino técnico com o liceal. Essa fusão é implementada logo a seguir ao 25 de abril de 1974. Em 1975, o ensino técnico é extinto e em 1976 começa a entrar em funcionamento o ensino secundário unificado.

O ensino técnico profissional industrial e comercial resultante do estatuto de 1948 era constituído por dois graus sequenciais.

O 1º grau, tinha a duração de dois anos e constituía um ciclo preparatório - com um plano de estudos quase idêntico ao do 1º ciclo do ensino liceal - destinado a complementar o ensino primário e a preparar o aluno para a frequência do 2º grau do ensino técnico. Em 1967, o 1º grau deixou de existir, sendo substituído por um ciclo preparatório comum a todo o ensino secundário.

O 2º grau incluía os cursos de formação comerciais, industriais, de formação feminina e de
artes decorativas. Os cursos de formação tinham uma duração variável, que podia ser de até quatro anos. Além disso, existiam cursos de especialização e de mestragem, bem como secções preparatórias destinadas a preparar o acesso ao ensino médio nos institutos comerciais e industriais.

O ensino técnico agrícola tinha uma organização semelhante, podendo dar acesso ao ensino médio agrícola nas escolas de regentes agrícolas.

O ensino técnico era realizado em escolas técnicas profissionais que, conforme os tipos de cursos ministrados, podiam ter a designação de "escolas industriais", "escolas comerciais", "escolas industriais e comerciais", "escolas femininas", "escolas de artes decorativas" ou "escolas práticas de agricultura". As escolas onde era ministrado tento o ensino comercial e industrial como o ensino agrícola tinham a designação genérica de "escolas técnicas", passando a ser aplicada esta designação a quase todas as novas escolas criadas a partir do final da década de 1960, independentemente dos tipos cursos que ministravam. Até ao final de 1968, também existiam as escolas técnicas elementares, onde apenas era realizado o 1º grau do ensino técnico, as quais foram então transformadas em escolas preparatórias do ensino secundário.

PSICANÁLISE E FREUD

                                             


De todos os pensadores que nos últimos duzentos anos modelaram nossa compreensão da natureza humana, Sigmund Freud indiscutivelmente se encontra entre os mais importantes. Em toda a história do pensamento ocidental, talvez apenas Platão e Marx aparecessem em escala aproximada. 

O que dá a Freud tal importância, a qual ele parece manter mesmo diante do mais feroz e contundente dos seus críticos? Uma forma de responder a tal questão é considerar a extensão e a natureza da transformação que trouxe para a psicologia. 

Antes de Darwin, a psicologia, assim como as ciências naturais em geral, estavam profundamente enraizadas na religião. 

Da mesma forma pela qual, físicos como Isaac Newton (ele próprio cristão devoto) examinavam a natureza, na esperança de desvendar os segredos de seu criador divino, aqueles que estudavam a natureza humana eram conduzidos por exigências religiosas semelhantes.

De fato a psicologia não era originalmente mais do que uma vertente da teologia cristã; a própria palavra foi criada, no século XV, por teólogos dedicados ao estudo da alma. 

Tal como várias formas de saberes modernos, a psicologia, como disciplina que emergiu gradualmente durante o século XIX, conservou várias suposições e hábitos mentais pertencentes à idade da fé. Tinha suas raízes de um lado no pensamento de Platão e, de outro, nos ensinamentos de Jesus. O que as tradições, platônica e cristã, têm em comum é a crença de que seres humanos são feitos de duas entidades distintas - um corpo animal, criado por Deus, e um espírito, mente ou alma dado por Deus apenas ao homem.

A psicologia estava interessada na alma dos seres humanos. O interesse da psicologia em fenômenos cognitivos como memória, inteligência e percepção é uma herança desta perspectiva centrada na alma.

Ao criar a psicanálise no final do século XX, Freud modificou essa perspectiva que existia até então. Uma disciplina, que antes se interessava apenas por um extrato seleto e relativamente puro da existência humana, viu-se, de repente, diante do todo da vida humana. 

Os mais profundos sentimentos de homens e mulheres, acima de tudo seus impulsos sexuais, claramente excluídos da filosofia por Platão como forma de corrupção intelectual, foram então postos como tema central desta nova ciência: a psicanálise.

O enorme apelo de uma forma de psicologia que nos coloca de frente com um dos assuntos mais fascinantes que há não deve ser subestimado: nossa herança animal e, acima de tudo, a natureza do desejo sexual humano, assim como a variedade de comportamentos sexuais. 

Provavelmente seja por causa desse apelo que muitos não hesitaram em alçar Freud à condição de verdadeiro revolucionário intelectual, tal como fora Darwin.


CURSOS LIVRES: EDUCAR-SE

                                               


Os Cursos Livres EAD foram lançados com o objetivo de oferecer cursos de curta/média duração que contribuíssem para a capacitação, aperfeiçoamento e desenvolvimento das habilidades dos alunos e profissionais nas mais diferentes áreas de conhecimento.
Através de uma extensiva pesquisa de mercado avaliou-se que, apesar de diversas empresas oferecerem produtos similares, há pouquíssimos casos em que estas empresas possuam expertise comprovada no Ensino a Distância e a credibilidade de uma instituição de ensino reconhecida pelo MEC.

No Brasil, educação profissional é um conceito de ensino regido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9394, de 20 de dezembro de 1996), complementada pelo Decreto 2208, de 17 de abril de 1997 e reformado pelo Decreto 5154, de 23 de julho de 2004.
O principal objetivo da educação profissional é a criação de cursos que voltados ao acesso do mercado de trabalho, tanto para estudantes quanto para profissionais que buscam ampliar suas qualificações.
Há três níveis de educação profissional segundo a legislação brasileira:

Nível básico: Voltado para estudantes e pessoas de qualquer nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino. Nível técnico: Voltado para estudantes de ensino médio ou pessoas que já possuam este nível de instrução. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia das secretarias estaduais de educação ou secretarias estaduais de ciência e tecnologia, dependendo do estado. Nível tecnológico: Voltado para pessoas que queiram cursar um ensino superior tecnológico. Pode ser realizado por qualquer instituição de ensino com autorização prévia do ministério da educação.