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terça-feira, 21 de julho de 2015

PSICANÁLISE, PSICOLOGIA - MICHEL FOUCAULT

Paul-Michel Foucault, filho do cirurgião Paul Foucault e de Anna Malapert, nasceu em Poitiers, no dia 15 de outubro de 1926. Embora pertencesse a uma tradicional família de médicos, Michel caminhou em outra direção. Na sua educação escolar encontrou todas as influências necessárias para guiá-lo no caminho da filosofia. Seu primeiro mentor foi o Padre De Montsabert, do qual herdou seu gosto pela história. Além disso, era um autodidata e adorava ler. Foucault viveu o contexto da Segunda Guerra Mundial, o que estimulava ainda mais seu interesse pelas Ciências Humanas. Mesmo contrariando os desejos paternos de que seguisse a Medicina, suas condições sócio-financeiras lhe permitiam seguir com seus estudos.
Em 1945, com o fim da Guerra, Michel passa a morar em Paris e, neste mesmo ano, tenta pela primeira vez entrar na Escola Normal Superior, mas é reprovado. Vai estudar então no Liceu, onde tem aulas com o famoso filósofo hegelianista Jean Hyppolite. No ano seguinte ele consegue finalmente ingressar na Escola Normal Superior da França, e aí tem aulas com Maurice Merleau-Ponty. Foucault realiza sua graduação em Filosofia na Sorbonne, em 1949 obtém o diploma de Psicologia e coroa seus estudos filosóficos com uma tese sobre Hegel, orientado por Jean Hyppolite. Foucault foi sempre mentalmente inquieto, curioso e angustiado diante da existência, o que o levou a tentar o suicídio várias vezes. Politicamente ele tentou se enquadrar no Partido Comunista Francês, mas essa filiação durou pouco tempo, porque não suportou suas ingerências na vida pessoal.
Michel Foucault, em 1951, passa a ministrar aulas de psicologia na Escola Normal Superior e, entre seus alunos, estão Derrida e Paul Veyne, entre outros. Ainda neste ano ele adquire uma experiência fundamental no Hospital Psiquiátrico de Saint-Anne, que irá repercutir posteriormente em seus escritos sobre a loucura. O filósofo começa a seguir as trilhas do Seminário de Jacques Lacan, e neste mesmo período aproxima-se de Nietzsche, através de Maurice Blanchot e Georges Bataille. No campo psicológico, ele conclui seus estudos em Psicologia Experimental, estudando Janet, Piaget, Lacan e Freud. De 1970 a 1984, Michel ocupa o cargo de Professor de História dos Sistemas de Pensamento no Collége de France, no qual ele toma posse com uma aula que se torna famosa sob o título de “Ordem do Discurso”.



Suas obras, desde a “História da Loucura” até “A História da Sexualidade”, que com sua morte ficaria inacabada, enquadram-se dentro da Filosofia do Conhecimento. Anteriormente, porém, publicou “Doença Mental e Psicologia”, quando ainda tinha 28 anos. Mas foi realmente com “História da Loucura”, de 1961, sua tese de doutorado na Sorbonne, que ele se consolidou na Filosofia. Neste livro ele explora as razões que teriam levado, nos séculos XVII e XVIII, à marginalização daqueles que eram considerados desprovidos da capacidade racional. Seus estudos sobre o saber, o poder e o sujeito inovaram o campo reflexivo sobre estas questões. Tudo que se concebia sobre estes temas em termos modernos é transgredido pelo pensamento foucaultiano, o que levam muitos a considerarem o filósofo, a despeito de sua própria auto-opinião, um pós-moderno.
A princípio Foucault seguiu uma linha estruturalista, mas em obras como
“Vigiar e Punir” e “A História da Sexualidade”, ele é concebido como um pós-estruturalista. A questão do ‘poder’ é amplamente discutida pelo filósofo, mas não no seu sentido tradicional, inserido na esfera estatal ou institucional, o que tornaria a concepção marxista de conquista do poder uma mera utopia. Segundo ele, este conceito está entranhado em todas as instâncias da vida e em cada pessoa, ninguém está a salvo dele. Assim, Michel considera o poder como algo não só repressor, mas também criador de verdades e de saberes, e onipresente no sujeito. Ele estuda o que de mais íntimo existe em cada cultura ou estrutura, investigando a loucura, o ponto de vista da Medicina, em “Nascimento da Clínica”, a essência das Ciências Humanas, no livro “As Palavras e as Coisas”, os mecanismos do saber em “A Arqueologia do Saber”. Na sua produção acadêmica ele investiu contra a psiquiatria e a psicanálise tradicionais. Além da sua obra conhecida, muitos cursos e entrevistas do autor contribuem para uma melhor compreensão de sua forma de pensar. No mês de junho de 1984, o filósofo foi vítima de um agravamento da AIDS, que provocou em seu organismo uma septicemia.
Fontes
http://www.unb.br/fe/tef/filoesco/foucault/
http://www.pucsp.br/~filopuc/verbete/foucault.htm
Arquivado em: Filosofia, Psicologia

quarta-feira, 1 de julho de 2015

COMUNIZAÇÃO - CURSO EXTRA-CURRICULAR

Segue abaixo o link do vídeo apresentado na aula extraordinário em Sete Lagoas. Em breve será enviado os certificados a todos que compareceram. Até a próxima!



quarta-feira, 20 de maio de 2015

FREUD... UMA BIOGRAFIA



O criador da psicanálise nasceu na região da Morávia, que então fazia parte do Império Austro-Húngaro, hoje na República Tcheca. Sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob, um modesto comerciante. A família mudou-se para Viena em 1860.

Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia.

Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.
Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o "Estudo sobre Histeria". O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.

Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é uma das bases da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.

Em 1899, publicou "A interpretação dos sonhos", em que afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.

Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.

A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.

Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de "O Ego e o Id".

Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.

Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.

Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica - e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Carl Jung




Carl Jung, que alguns acusam de ter sido um simpatizante do nazismo8 , assumiu em 1933, ano da chegada ao poder de Adolf Hitler, a presidência da "Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia", que contou como administrador, entre outros, um sobrinho de Hermann Göring. No início de 1934, num artigo "Sobre a situação actual da psicoterapia", Jung afirma que o Judeu, como nómade, não pode jamais criar a sua cultura própria; para desenvolver os seus instintos e talentos tem de apoiar-se em um "povo anfitrião mais ou menos civilizado". Carl Jung viria mais tarde a deixar aquela organização.

Sejam examinados os fatos. O presidente da Sociedade era Ernst Kretschmer. Quando Hitler ascendeu ao poder, Kretschmer deixou a presidência e os membros da Sociedade, compreensivelmente alarmados, dada a situação da Alemanha, pediram insistentemente a Jung que aceitasse a presidência. Sua autoridade cientifica e sua condição de suíço representavam verdadeira tábua de salvação. "Deveria eu, perguntou Jung a seus acusadores, na atitude de neutro prudente retirar-me para a segurança do lado de cá da fronteira e lavar as mãos em inocência, ou deveria segundo estava bem consciente arriscar minha pele e expor-me a inevitáveis mal-entendidos, aos quais não poderia escapar todo aquele que, por força de premente necessidade, tivesse de entrar em conta(c)to com os poderes políticos existentes na Alemanha"? Jung decidiu correr os riscos que previra. Sob a presidência de Jung, a Sociedade Médica Internacional de Psicoterapia conseguiu realizar dois congressos fora da Alemanha: um, em Copenhague (1937) e outro em Oxford (1938).

Decerto esses encontros, noutros países, representaram verdadeiros respiradouros para muitos cientistas alemães (Silveira, 1981).

Jung interpretou o nacional socialismo, o comunismo e outros "ismos", em geral como fenômenos patológicos, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan” havia tomado posse da alma do povo alemão. E quem é Wotan? O deus representativo das forças naturais em desequilíbrio, "um deus das tempestades e da efervescência, desencadeia paixões e apetites combativos". Num ensaio publicado em 1936, Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista. Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um cicloneque anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente. E estávamos apenas em 1936!

O argumento decisivo é, porém, a atitude dos nazistas em relação a Jung. Com o aparecimento do livro Psicologia e Religião, 1940, as autoridades decidiram que toda a sua obra fosse interditada e queimada na Alemanha, bem como nos países ocupados por Hitler.

Outra acusação correlata com a de simpatizante do nazismo, foi a de anti-semita. Seria desde logo estranho admitir que um psicólogo, toda sua vida em busca do fundo psíquico comum a todos os homens (inconsciente coletivo), eternamente existente sob as diferentes peculiaridades individuais, locais, nacionais, raciais, históricas, fosse partidário de discriminações entre esses mesmos homens cuja alma tinha para ele igual estrutura básica. Seria também extravagante que um anti-semita contasse entre seus discípulos mais próximos precisamente homens de origem semita. Basta lembrar alguns nomes. Erich Neumann, judeu alemão. Chefiava o grupo junguiano em Tel Aviv, Israel, onde morreu em 1960, Seus livros são originais aplicações da psicologia junguiana. AS ORIGENS E A HISTÓRIA DA CONSCIÊNCIA, sua obra principal, é prefaciada por Jung. Gerhard Adler, judeu alemão, refugiado do nazismo, um dos mais destacados elementos do grupo junguiano na Inglaterra, co-editor das obras completas de Jung. Adler define esses ataques a Jung como devidos a "completa ignorância ou, pior, a maldade intencional". Roland Cahen, francês de origem semita, é quem chefia a escola junguiana na França e dirige a publicação das obras de Jung em língua francesa. (cf: Silveira, 1981)

A polêmica teórica mantida por Jung com Freud não chegou ao ponto de Jung fazer referências à origem religiosa ou racial de Freud, com vistas a conquistar a simpatia nazista. Nem no artigo de 1929, em que comparava as duas teorias

(Gallard, 1994 apud Medweth,1996), nem no discurso de Jung sobre Freud após a morte deste eminente pensador, em 1939, num momento que poderia ser propício a angariar aquele beneplácito (Medweth, 1996).

Sabe-se também que o obscurantismo atingiu obras de Jung que não interessavam ao regime nazista, tendo sido suprimidas em 1940várias edições publicadas na Alemanha, e quando da invasão da França a Gestapo destruiu as traduções francesas da obra de Jung. (Medweth, 1996). 

As primeiras providências de Jung quando assumiu a Überstaatliche Ärztliche Gesellschaft für Psychotherapie (Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia), acumulando com a entidade suíça, em 1933, foram:

A reformulação dos estatutos, para evitar o controle hegemônico por alguma das sociedades nacionais; como a Sociedade Internacional congregava as Sociedades Nacionais da Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha, Países Baixos, Suécia e Suíça, era importante evitar o domínio isolado de uma delas (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que as demais tivessem participação adequada e dividissem as responsabilidades; 
A aceitação na Sociedade Internacional dos membros judeus e antinazistas expulsos da Sociedade da Alemanha (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que eles podiam exercer o seu ofício em outros países e garantir a sua subsistência como profissionais qualificados. 

Sobre o editorial nazista publicado na revista editada pela Sociedade Médica Nacional da Alemanha para Psicoterapia, Jung declarou várias vezes que ele não teve ingerência no episódio. Pelas amizades que tinha com muitos representantes das vítimas do preconceito nazista, e pelo conteúdo de sua obra, é extremamente improvável que ele concordasse intelectualmente com o seu conteúdo, sob pena de perder esses relacionamentos.

As acusações sobre Jung, como resultantes de um mal-entendido, teriam sido logo liquidadas de modo definitivo, face a tantas documentações e testemunhos logicamente irrefutáveis. Entretanto, a persistência desses rumores bem indica que por trás deles podem fermentar ainda as divergências entre Jung e o grande judeu Freud, nunca perdoadas pelos discípulos do mestre ortodoxo. (Silveira, 1981)

domingo, 5 de abril de 2015

Melanie Klein





Melanie Klein foi pioneira no desenvolvimento da psicanálise para crianças. Primeiro foi aluna, depois discípula de Freud, para em seguida desenvolver seus estudos de forma independente. Seus trabalhos sobre os nebulosos estados da mente permanecem atuais e ainda são fundamentais nos diagnósticos e tratamentos. Foi ela quem introduziu os jogos infantis e brinquedos nos processos terapêuticos. 
Grande parte de seu foco de estudo concentrou-se na infância. Criou técnicas para auxiliar crianças com problemas e foi a primeira a descrever os vários estados psicológicos do desenvolvimento das crianças. Suas idéias e teorias foram contestadas diversas vezes. Ela chegou a divergir de Freud, mas é inegável sua contribuição para a análise infantil.

Nascida na Áustria, Melanie Klein exerceu a profissão em Londres, onde viveu com o marido e os filhos. Enfrentou a morte de dois irmãos. O filho mais velho morreu num acidente. Melanie trabalhou até o final da vida. Deixou o modelo kleiniano de pensamento e de prática psicanalíticos, usado não só para crianças como para adultos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

AVANÇOS TECNOLÓGICOS MEDICINAIS

NOVO INSTRUMENTO AVALIA LIMITAÇÕES MOTORAS NOS IDOSOS APÓS AVC
O PAMPI permite a recolha de informação em vários domínios

Alberto Barata Cavaleiro, U.Coimbra
Alberto Barata Cavaleiro, professor da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, construiu um instrumento de avaliação da actividade motora da pessoa idosa após AVC (Acidente Vascular Cerebral), que vem permitir a recolha de informação em vários domínios (físico-funcional, psicológico, espiritual e social), o que até aqui apenas era conseguido com o recurso, separadamente, a diferentes ferramentas de observação.
O trabalho foi desenvolvido no âmbito da tese de doutoramento «Actividade motora da pessoa idosa após AVC. Desafios e contributos de Enfermagem», que foi defendida, recentemente, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto.
Denominado de Protocolo de Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa após Acidente Vascular Cerebral (PAMPI-AVC), este instrumento foi submetido a um “processo de refinamento”, segundo explica Alberto Barata, tendo sido analisados aspectos como a “capacidade discriminante de cada item" e a "redundância entre itens”.
O investigador considera que, ao avaliar os vários domínios, “o PAMPI-AVC vai permitir implementar acções terapêuticas no sentido de dar respostas mais adequadas às necessidades das pessoas”, justamente porque cruza informações de diferentes esferas de análise. “Espera-se que das futuras acções de enfermagem surjam ganhos em saúde mensuráveis” e “um contributo claro, objectivo e concreto para o bem-estar individual, das famílias e das comunidades de pessoas idosas após acidente vascular cerebral”, afirma, confiante.
Note-se que o PAMPI-AVC vai permitir avaliar, tanto a percepção que o doente tem das dificuldades por que passa, como a que o profissional de saúde reconhece, no sentido de verificar a existência de eventuais desajustamentos entre a necessidade e a terapia.
Numa avaliação feita a 88 pessoas idosas após acidente vascular cerebral verificou que, para uma grande maioria, o estado de visão se deteriorou significativamente: a “dificuldade de ver coisas que estavam ao seu
lado”, identificada, antes da doença, por 6,7 por cento dos inquiridos, passou a ser percepcionada por 68,1 por cento da amostra do estudo.

DOMÍNIO ESPIRITUAL VEM PRIMEIRO
Registe-se, por outro lado, que a população idosa estudada (pessoas em processos de transição de saúde para a doença e de reabilitação, em instituições da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados no distrito de Coimbra) valoriza, em primeiro lugar, o domínio espiritual (75,30 em 100) e só depois os domínios social (61,90 em 100), psicológico (53,74 em 100) e físico-funcional (33,15 em 100). Isto estará relacionado, segundo avança Alberto Barata, com a questão da finitude e com o período do ciclo vital em que as pessoas se encontram, reportando-se à religiosidade e à positividade do sentido da vida.
Apesar disso, dentro dos quatro domínios, a subcategoria da categoria “Relações de Proximidade” com pontuação mais alta é a “percepção da relação com os serviços de saúde” (84,38 em 100), acima da categoria “religiosidade” (77,43 em 100) e da “positividade do sentido de vida” (72,37 em 100).
Note-se, ainda, que 45,4 por cento dos indivíduos avaliados referiram perturbar-se com muita gente à sua volta, enquanto 23,9 por cento disseram sentir-se desorientados. Cerca de 38 por cento destas pessoas idosas percepcionaram o respectivo estado de saúde como mau ou muito mau.

Foi, ainda, possível identificar outro tipo de alterações no domínio físico-funcional: as médias de força muscular foram reduzidas nas 88 pessoas idosas, um terço das quais disse sentir dor (valores superiores a 5 numa escala de 1 a 10).

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MEMÓRIA EM PAUTA




Somos marcados pela cultura do imediatismo e do sepultamento das memórias. Monumentos públicos são pichados, prédios históricos depredados, objetos antigos queimados etc. Mais que atos de vandalismo, trata-se de nosso modo de enxergar o mundo e dar sentido às coisas. E sinceramente, o que se revela é nossa incapacidade de perceber a importância de uma memória, de um registro. Trazendo esta realidade para o campo pessoal, em termos de princípios, não diferimos muito dos “vândalos”, que ultrajam os memoriais públicos, como que zombando do passado. Pois de forma similar, somos anti-preteristas, sepultamos nosso passado; esquecemos facilmente do que Deus nos fez, dos milagres que experimentamos, dos livramentos recebidos. 

Parece que o que conta é o momento, é o tempo chamado imediato. Não vivemos de passado, mas o passado que nos remete aos grandes marcos da nossa existência não podem ser apagados. Não se trata de apenas recordar, mas acima de tudo renovar nossa fé e gratidão. À medida que nosso olhar se desloca para o passado, e neste passado encontramos os momentos exatos em que fomos tocados por Deus, não tem como ignorar: nosso amor pelo Senhor é revigorado. Então, de certa forma, tal passado, marcado por milagres, não é registro morto, mas presente, que se manifesta em forma de profundo agradecimento.

Sei que existe um verdadeiro “culto” à informação nova, ao registro atual das coisas, em detrimento à história que ficou para trás. Como dizem: “jornal de ontem não vende”, a menos que seja para ser posto nos tapetes dos carros e portanto, ser pisado até que nem mesmo pra isso sirva mais. Mas nós que dizemos amar a Deus, deveríamos garantir que as vitórias graciosas recebidas de Cristo, jamais sejam esquecidas. O esquecimento está estreitamente ligado à ingratidão.

Samuel sabia a importância de uma memória e não permitiria que a grande vitória que Deus havia dado a Israel sobre os filisteus, fosse sepultada com o passar dos anos. Ele tinha conhecimento profundo do que Deus havia feito naquele momento sobre seu povo. Escolher uma pedra e chamá-la de “Ebenézer” (pedra de ajuda) foi uma grande expressão de gratidão e amor, pois na base desse ato estava a certeza: “Até aqui nos ajudou o Senhor”, e nós não vamos nos esquecer disso! Uma boa memória guarda o que vale à pena. Já dizia o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano: “A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.”

Erga seus memoriais, estabeleça seus marcos de vitória, registre as bênçãos de Deus, levante altares de gratidão, mantenha vivo o passado que te faz lembrar que você não está sozinho, mas ao contrário tem sua história marcada pela graça de Deus.

domingo, 25 de janeiro de 2015

ISNARP - MEMORIZAÇÃO






O ISNARP tem as melhores dicas para o seu sucesso. Hoje, conheça 5 técnicas úteis de memorização para quem deseja espantar o fantasma do esquecimento e ativar o poder da lembrança:

1 – Do geral para o específico: contexto, análise e síntese

Ao estudar um tema com a finalidade de fixá-lo na memória, o caminho percorrido deve ser do geral para o específico. As generalidades dão o contexto que permite um entendimento mais claro da evolução do conceito em questão.

Depois de memorizado, analise. Fazer anotações durante uma aula, por exemplo, é analisar aquele conceito. por fim, a síntese é a atitude final para evitar o esquecimento. Sintetizar é fazer a revisão, reler as anotações e organizar melhor o conteúdo.

A união das três etapas é o que reforça o poder de memorização do conceito. Contexto sem análise não passa de informações vagas. Contexto e análise sem síntese não passam de conhecimentos condenados ao rápido esquecimento. Síntese sem análises e sem contexto é um dado inútil no cérebro, que você não saberá para que serve.

2 – Siglas

A síntese é o gatilho de memória para recuperar o que foi estudado. É a ferramenta mental que você vai utilizar para lembrar. E uma das formas sugeridas pelos especialistas é elaborar siglas com as palavras chave do conteúdo a ser lembrado.
Um exemplo de sigla: ViLISP. A sigla é a ferramenta para acessar na memória os direitos previstos no capítulo 5º da Constituição federal: Vida, Liberdade, Igualdade, Segurança e Propriedade.

3 – Frases malucas

Outra forma de sintetizar é criar frases ou histórias “malucas” que, pelo caráter inusitado, são mais fáceis de lembrar e atuam como gatilho para recuperação dos conceitos a ela associados.

Faça, por exemplo, a técnica de associação de palavras. Fica mais simples memorizar a sequência de informações. Ao associar uma palavra a cada um dos conceitos, o passo seguinte é montar uma frase ou sequência de frases usando as palavras associadas sequencialmente.

frases malucas também funcionam como gatilho de memória. Por exemplo, para os estudantes de Direito Penal memorizarem as finalidades da pena de condenado, é possível montar uma frase maluca: a pena transforma o condenado em um Saci PeReRê. A palavra Pererê traz as letras iniciais das finalidades da pena: prevenir novas condutas delituosas; retribuir (ao mal do crime o mal da pena), reintegrar o condenado à convivência social.

4 – Ensine para lembrar mais

Explicar o que você aprendeu a outra pessoa é também uma maneira de memorizar o conteúdo. Imagine-se ou tente dar uma aula. Se conseguir citar todos os detalhes e cobrir todo o assunto, significa que a memória foi consolidada, e o que você aprendeu será lembrado por muito tempo.

A tática é eficiente porque ao tentar explicar o que acabou de aprender as conexões de neurônios se expandem e o conteúdo é gravado por mais tempo, na memória de médio prazo. E com algumas revisões, por um longo período.

5 – A força da visualização

A força da visualização também é uma aliada da memória. É possível usar o próprio corpo e gestos para envolver a chamada memória sinestésica. Um exemplo é a memorização de uma receita.

Cada ingrediente é associado a um gesto direcionado a uma parte do corpo. Para memorizar,use um gesto. E para resgatar na memória a atitude é ir conferindo qual gesto era associado a cada parte do corpo para se recordar do ingrediente em questão.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

TECNOLOGIA ALIADA DA PSIQUIATRIA


Robôs no tratamento do autismo. É possível?


***

Por Maria Thereza França

Sobre a matéria publicada recentemente no jornal O Estado de S. Paulo (04/10/2014) – Autista interage com robô que auxilia tratamento – faço as seguintes considerações:

Diz a matéria:

“O que parece ser um brinquedo pode ajudar a melhorar a interação das pessoas com autismo e, assim dar mais qualidade de vida a elas.”

“Quando o robô começou o gingado de capoeira, um dos pacientes levantou e imitou o movimento.”

Do experimento com o robô de tecnologia francesa participaram quatro crianças autistas atendidas por uma ONG. Segundo a mesma notícia, a Organização Mundial de Saúde divulga que há mais de 2 milhões de autistas no Brasil e 70 milhões no mundo.

Com os atuais conhecimentos, não podemos mais falar em “autismo” e sim “autismos”, pois é amplo o espectro a ser estudado.

A partir da descrição de Kanner em 1943, do Autismo Infantil Precoce, muitos estudos trouxeram importantes contribuições para o entendimento do que se passa com as crianças com autismo, entre elas as contribuições advindas da Psicanálise.

Os distúrbios que resultam em prejuízos importantes para o desenvolvimento como um todo, mas especialmente para a linguagem e as relações afetivas da criança, têm causalidade múltipla.

A Psicanálise não descarta a possibilidade de que existam fatores orgânicos ou mesmo genéticos, além das questões emocionais. Em conjunto com outras áreas do conhecimento científico, tem desenvolvido recursos para ajudar as crianças com autismo a saírem do universo em que se encontram encerradas, no qual o contato afetivo não existe, ou é tênue.

Necessitamos utilizar ferramentas próprias para que essas crianças possam vir a se interessar pelo humano e abandonar suas relações desvitalizadas, repetitivas e controladas (robotizadas).

A Psicanálise é construída sobre a premissa de que há uma força que move o ser humano, que o movimenta e o diferencia de qualquer outro animal e que as necessidades humanas vão além das biológicas e físicas compartilhadas com todos os animais. A linguagem, a capacidade de pensar, desejar, simbolizar, nascem com as funções corporais, mas a elas transcendem.

É importante que se possa compreender as produções das crianças com autismo, perceber que naquela criança existe um traço, potencialidades, um vestígio de sujeito que precisa desabrochar como ser humano.

É fundamental recriar as condições que possam favorecer o estabelecimento e/ou fortalecimento dos vínculos afetivos e, como consequência, o desenvolvimento das funções mentais, consolidando o vínculo com o humano, que se encontra pouco desenvolvido, em detrimento do contato com objetos concretos, que fornecem estímulos sensoriais, aos quais estas crianças se mostram fortemente aderidas.

Assim, vemos que esse experimento só se justifica no caso de se desenvolver inserido dentro de uma relação afetiva, com outro ser humano, para que o sentido do interagir, “brincar” com um robô (arremedo de gente) possa se ampliar e fortalecer o desenvolvimento de um psiquismo colorido pelas trocas afetivas.

A imitação pode ser um passo para as identificações humanas, porém, pode também cristalizar a adesão a padrões desvitalizados, tendência defensiva tão observada nas crianças com autismo.

As crianças, de um modo geral, hoje, estão perdendo a capacidade de brincar, ou melhor, a brincadeira tende a ocorrer como descargas físicas excitadas, agitação, chegando frequentemente à hiperatividade, o que representa a adesão ao movimento. Do mesmo modo, o uso de iPads como babás eletrônicas, ou a adesividade aos jogos eletrônicos, substitutos precários do contato humano, é cada vez mais estimulado.

Vale registrar que nem a atividade física, nem as mídias e jogos eletrônicos representam em si algo pernicioso, pelo contrário! A atividade física e lazer são saudáveis e estarmos conectados nos dá condições de inserção ao mundo atual. O problema diz respeito ao uso dos mesmos como condutas aditivas, sem que se tenha o entendimento da função a que se prestam: uma tentativa – ineficaz – de preenchimento interno por meio de sensações externas.

Como diz o psiquiatra Jairo Bauer (“As novas dependências”, O Estado de S. Paulo, p. A34, 24/08/2014):

“trocar interações sociais, interesse na escola e no trabalho e opções variadas de lazer pela busca ininterrupta de tempo para se exercitar ou jogar mostra que há uma dificuldade de controle, e, pior, quanto mais se faz, mais se sente que falta algo que ainda deve ser feito.”

E o que faltaria afinal?
Falta o investimento no fortalecimento de um mundo interno, de uma mente que seja capaz de lidar com as questões humanas do dia a dia, modular nossos sentimentos, ajudando a conviver com as agruras da vida e que seja fonte de verdadeira satisfação.

Será que nós seres humanos estamos dispostos a correr o risco de oferecer às nossas crianças já tão prejudicadas modelos robotizados?

*Maria Thereza de Barros França é psicanalista e membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

ISNARP - PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO




Psicologia educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino/aprendizagem em diversas vertentes: os mecanismos de aprendizagem nas crianças e adultos (o que está estreitamente relacionado com a psicologia do desenvolvimento); a eficiência e eficácia das tácticas e estratégias educacionais; bem como o estudo do funcionamento da própria instituição escolar enquanto organização (onde se cruza com a psicologia social). 

Os psicólogos educacionais desenvolvem o seu trabalho em conjunto com os educadores de forma a tornar o processo de aprendizagem mais efectivo e significativo para o educando, principalmente no que diz respeito à motivação e às dificuldades de aprendizagem. Focam a sua acção não apenas nas necessidades da criança na escola como, também, em outras áreas onde as experiências escolares têm impacto. Alguns psicólogos escolares centram o seu trabalho no desenvolvimento das capacidades e necessidades das crianças com dificuldades de aprendizagem, como no caso da Desordem por défice de atenção com hiperactividade, problemas emocionais ou problemas comportamentais.

Apesar de serem muitas vezes utilizados como sinônimos, os termos psicologia educacional e psicologia escolar não são sinônimos. Enquanto psicologia educacional se refere à pesquisa teórica, sendo assim mais abrangente, a psicologia escolar assim como apsicopedagogia são subdisciplinas aplicadas 1 .

domingo, 18 de janeiro de 2015

COMUNICADO PARA FEVEREIRO



COMPUTAÇÃO - INTRODUÇÃO GERAL



A primeira ferramenta conhecida para a computação foi o ábaco1 , cuja invenção é atribuída a habitantes daMesopotâmia, em torno de 2700–2300 a.C.. Seu uso original era desenhar linhas na areia com rochas. Versões mais modernas do ábaco ainda são usadas como instrumento de cálculo.

No século VII a.C., na antiga Índia, o gramático Pānini formulou a gramática de Sânscrito usando 3959 regras conhecidas como Ashtadhyāyi, de forma bastante sistemática e técnica. Pānini usou transformações e recursividade com tamanha sofisticação que sua gramática possuía o poder computacional teórico tal qual a Máquina de Turing.

Entre 200 a.C. e 400, os indianos também inventaram o logaritmo, e partir do século XIII tabelas logarítmicas eram produzidas por matemáticos islâmicos. Quando John Napier descobriu os logaritmos para uso computacional no século XVI1 , seguiu-se um período de considerável progresso na construção de ferramentas de cálculo.

Algoritmos

No século VII, o matemático indiano Brahmagupta explicou pela primeira vez o sistema de numeração hindu-arábico e o uso do 0. Aproximadamente em 825, o matemático persa al-Khwarizmi escreveu o livro Calculando com numerais hindus, responsável pela difusão do sistema de numeração hindu-arábico no Oriente Médio, e posteriormente na Europa. Por volta do século XII houve uma tradução do mesmo livro para o latim: Algoritmi de numero Indorum. Tais livros apresentaram novos conceitos para definir sequências de passos para completar tarefas, como aplicações de aritmética e álgebra. Por derivação do nome do matemático, atualmente usa-se o termo algoritmo.

Lógica binária

Por volta do século III a.C., o matemático indiano Pingala inventou o sistema de numeração binário. Ainda usado atualmente no processamento de todos computadores modernos, o sistema estabelece que sequências específicas de uns e zeros podem representar qualquer informaçãoEm 1703 Gottfried Leibniz desenvolveu a lógica em um sentido formal e matemático,
utilizando o sistema binário. Em seu sistema, uns e zeros também representam conceitos como verdadeiro e falso, ligado e desligado, válido e inválido. Mais de um século depois, George Boole publicou aálgebra booleana (em 1854), com um sistema completo que permitia a construção de modelos matemáticos para o processamento computacional. Em 1801, apareceu o tear controlado porcartão perfurado, invenção de Joseph Marie Jacquard, no qual buracos indicavam os uns e, áreas não furadas, indicavam os zeros. O sistema está longe de ser um computador, mas ilustrou que as máquinas poderiam ser controladas pelo sistema binário.

Engenho analítico


Foi com Charles Babbage que o computador moderno começou a ganhar forma, através de seu trabalho noengenho analítico. O equipamento descrito originalmente em 1837, mais de um século antes de seu sucessor, nunca foi construído com sucesso, mas possuía todas as funções de um computador moderno. O dispositivo de Babbage se diferenciava por ser programável, algo imprescindível para qualquer computador moderno.

Durante sua colaboração, a matemática Ada Lovelace publicou os primeiros programas de computador em uma série de notas para o engenho analítico2 . Por isso, Lovelace é popularmente considerada como a primeira programadora.




Nascimento da ciência da computação

Antes da década de 1920, computador era um termo associado a pessoas que realizavam cálculos, geralmente liderados por físicos. Milhares de computadores eram empregados em projetos no comércio, governo e sítios de pesquisa. Após a década de 1920, a expressão máquina computacional começou a ser usada para referir-se a qualquer máquina que realize o trabalho de um profissional, especialmente aquelas de acordo com os métodos da Tese de Church-Turing.

O termo máquina computacional acabou perdendo espaço para o termo reduzido computador no final da década de 1940, com as máquinas digitais cada vez mais difundidas. Alan Turing, conhecido como pai da ciência da computação, inventou a Máquina de Turing, que posteriormente evoluiu para o computador moderno.
Trabalho teórico[editar | editar código-fonte]

Os fundamentos matemáticos da ciência da computação moderna começaram a ser definidos por Kurt Gödel com seu teorema da incompletude (1931). Essa teoria mostra que existem limites no que pode ser provado ou desaprovado em um sistema formal; isso levou a trabalhos posteriores por Gödel e outros teóricos para definir e descrever tais sistemas formais, incluindo conceitos como recursividadee cálculo lambda.

Em 1936 Alan Turing e Alonzo Church independentemente, e também juntos, introduziram a formalização de um algoritmo, definindo os limites do que pode ser computador e um modelo puramente mecânico para a computação. Tais tópicos são abordados no que atualmente chama-se Tese de Church-Turing, uma hipótese sobre a natureza de dispositivos mecânicos de cálculo. Essa tese define que qualquer cálculo possível pode ser realizado por um algoritmo sendo executado em um computador, desde que haja tempo e armazenamento suficiente para tal.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LIBERDADE DE EXPRESSÃO




No Brasil, desde a Constituição do Império havia a garantia da liberdade de expressão, o que foi preservado até a Constituição de 1937. Já no período conhecido como Estado Novo durante o governo do presidente Vargas, o princípio constitucional da liberdade de pensamento desapareceu. Foi adotada a censura como meio de impedir a publicação ou a reprodução de determinadas informações. A censura nasceu reprimindo a liberdade de expressão.


Com o período da redemocratização, a Constituição de 1946 foi responsável por colocar e assegurar, no novo ordenamento jurídico, a manifestação do pensamento. O texto constitucional dispunha a livre manifestação do pensamento, sem dependências da censura, salvo quanto a espetáculos e diversões públicas, respondendo cada um, por abusos cometidos, conforme disposição legal.

Quando Getulio Vargas ocupou o poder novamente, ele se preocupou em editar a lei da imprensa (Lei 2083 de 1953) com a devida regulamentação dos crimes de imprensa. Em seu bojo, a lei trouxe vários defeitos, como a exacerbada repressão à liberdade de imprensa.

A Constituição de 1967, já outorgada nos governos militares, não aboliu o princípio da liberdade de pensamento, mas impôs uma delimitação que restringia sua aplicação, condicionando-os aos parâmetros da ordem pública e dos bons costumes.

O ordenamento jurídico de 1967 restringiu, ainda, a liberdade da livre manifestação do pensamento, ao impor sanções jurídicas a todo aquele que abusasse do direito individual com o objetivo de opor-se ao governo. Essa disposição ficou explícita nos artigos:
Constituição Federal de 1967, artigo 150 parágrafo 8.
Carta de Magna de 1967, artigo 151.

O direito a liberdade de expressão é caracterizado como direito da personalidade, integrante do estatuto do ser humano, fundamental para a concretização do princípio da dignidade da pessoa humana e determinada, para quem o incorpora, especificas funções. Ele é garantia individual e protege a sociedade contra o arbítrio e as soluções de força.

Vale ressaltar que, quando se restringe a liberdade de um indivíduo, não somente o direito deste é atingido, mas também o de toda a comunidade de receber e debater as informações, Caracteriza-se, assim que a liberdade de expressão atinge o indivíduo e a interação da sociedade.

Na atual Constituição Federal, promulgada em 5 de outubro de 1988, várias inovações foram conferidas em relação a liberdade de manifestação do pensamento, dando maior amplitude no rol de direitos e garantias individuais. Em todas as suas formas, a liberdade de expressão e um direito fundamental e intransferível, inerente a todas a pessoas, e um requisito para a existência de uma sociedade democrática.Constituição brasileira de 1988
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

V - o pluralismo político

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito àvida, liberdade, igualdade, segurança e a propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença

Art. 220 A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA




  • “ Progressistas ou reacionários, (a Inglaterra de Wilson ou a Espanha de Franco), ricos ou pobres (os Estados Unidos ou Madagascar), centralistas ou federalistas, (França ou Alemanha), imenso ou pequeno (China ou Holanda), todos os Estados depois da Segunda Guerra investirão no Ensino a Distância. Em todo lugar, as empresas, grandes ou pequenas, e as instituições internacionais obram para instalar as infra-estruturas do ensino a distância. Para todos, o desejo é o mesmo: estender o projeto educativo, começado no século 20, para todos os públicos e para todas as formas de saber, aumentar a eficiência e diminuir os custos graças ao emprego de tecnologias cada vez mais eficientes” (Le Monde de l’Education, set. 1998, p. 9)

  • penny 6 de maio de 1840 ... quando foi lançado o primeiro selo da história do correio, usando uma tarifa única para todo o território da sua Graciosa Majestade, a Rainha Vitória. Fonte Fonte MUITOS PENSAM QUE A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) É UMA NOVIDADE. A AVENTURA COMEÇOU HÁ ALGUM TEMPO... EM 1840, NA INGLATERRA...

  • Isaac Pitmann, o inventor da estenografia, aproveitou-se desta nova facilidade para comercializar a sua invenção e criou o primeiro curso por correspondência. A primeira instituição, que utilizou o ensino a distância, era alemã, o INSTITUTO TOUSSAINT E LANGENSEHERDT, (1856). Dedicou-se ao ensino das línguas estrangeiras. Fonte Fonte
     Em 1873, em Boston nos USA, Anna Ticknor fundou a Sociedade de Apoio ao Ensino em Casa. No mesmo ano, a Universidade de Bloomington criou um departamento de curso por correspondência. Na França, a partir de 1977, apareceram vários organismos privados oferecendo cursos por correspondência de cultura geral, de artes, de línguas e de preparação para concursos.

  • No início do SÉCULO 20, o ensino a distância começou a interessar às crianças de regiões isoladas, particularmente na Austrália, no Canadá e na Nova Zelândia. Vale a pena também citar o CERCA (Centro de Ensino Rural por Correspondência de Angers). Esse curso criado em 1921 e promovido pela Escola Superior de Agricultura, era dirigido. Em 1921 , os Mormons de Salt Lake City criaram a primeira rádio universitária. Em 1926, Rádio Luxemburgo e, em 1927, Rádio-Paris PTT seguiram este exemplo. A partir de 1927, também a BBC ofereceu às crianças das escolas primárias, programas de apoio. 
     No Brasil, no início da década de 1960, com a popularização do rádio de pilha, o MEB (Movimento de Educação de Base), ligado ao episcopado brasileiro desenvolveu um imenso programa de alfabetização de adultos graças ao Sistema Rádio Educativo. O mesmo fenômeno acontece hoje com as populações nômades das regiões do sul do Saara, graças a um sistema de recarregamento das pilhas com a energia solar. Fonte Fonte
     Com o evento da televisão, o ensino a distância ingressou na era da multimídia. As ferramentas se sofisticaram e diversificaram: minicassetes, videocassete e, hoje, Internet. A televisão terá dificuldades para se impor como mídia pedagógica. Ela terá que abandonar uma imagem de puro divertimento popular e barato

  • aos adolescentes que saíam da escola primária e tinha como finalidade a aprendizagem do pequeno agricultor. Este trabalho realizado na região hoje chamada “ Pays de Loire” transformou a agricultura desta região em uma das agriculturas mais avançadas do mundo. Fonte Fonte

  • Foi a Open University inglesa que realizou a experiência pedagógica concludente no campo do Ensino Superior a Distância. Criada em 1969, ligada à BBC, combinou desde a origem a televisão e a escrita. (cada dia mandava mais de 20 toneladas de documentos em papel) Dirigida a estudantes de mais de 18 anos, sem pré-requisito de diploma, tornou-se para o mundo inteiro o modelo do ensino “ aberto” para os adultos. Fonte Fonte. O jovem público do nível secundário e superior, principal cliente do ensino a distância, comprou material sofisticado: fax, antena parabólica, microcomputador, modem. Na DÉCADA DE 90, o progresso técnico se acelerou com a aparição de TV por satélite e da TV a cabo, da videoconferência, dos CD-ROMs, da Internet e do correio eletrônico.

  •  Respondendo a essa demanda, o Centro Nacional de Ensino a Distância (CNED) da França, apresenta hoje uma coleção impressionante de meios... ... cassetes de áudio, cassetes de vídeo, slides, disquetes, minitel, Internet, telefone, agrupamento, emissão de televisão interativa, videoconferência, CD-ROM , CD-Áudio.
  •  Os grandes organismos de formação à distância entram com forças nas redes. Mas a grande revolução é o correio eletrônico que, enfim, permite uma tutoria a distância eficiente. Fonte
    REFLEXÃO No fim desta breve história do Ensino a Distância, Anne Brunswick pergunta: “Durante muito tempo o ensino a distância foi considerado como uma simples alternativa para quem não podia ter acesso a ‘verdadeiros cursos’, quer dizer, a cursos presenciais orais”. · Quais são as perspectivas do ensino a distância de amanhã? · Será que ele vai se tornar objeto de uma escolha positiva? Graças às múltiplas opções abertas, podemos pensar que a formação a distância será escolhida por um número crescente de jovens que combinarão estudo, trabalho e vida pessoal, e que escolherão esta opção para continuar aprendendo durante a vida toda.” (Le Monde de l’Education, set. 1998, p. 15) Num artigo publicado em 1986, na coletânea “Comunicação e Educação Caminhos cruzados”, perguntávamos: “O trabalhador estudante deve estudar dentro do Campus universitário? Ele precisa estudar dentro dos limites do tempo letivo?” (Vigneron. 1986. p. 356)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

SOBRE OS CURSOS LIVRES

Brasão Nacional




O Curso livre à distância é uma modalidade de educação não-formal de duração variável, destinada a proporcionar ao trabalhador conhecimentos que lhe permitam profissionalizar-se, qualificar-se e atualizar-se para o trabalho.

A Constituição Federal em seu Artigo 205/CF, “caput”, prevê que a educação é direito de todos e será incentivada pela sociedade.

Tal prática é defendida também pelo Artigo 206/CF que prevê que o ensino será ministrado com base em alguns princípios e em seu inciso II: “a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar pensamentos, a arte e o saber”.

Curso Livre – Lei nº 9.394/96 – Diretrizes e Bases da Educação Nacional passou a integrar a modalidade de Educação Profissional.

Educação Profissional, é a modalidade de educação não-formal de duração variável, destinada a proporcionar ao trabalhador conhecimentos que lhe permitam profissionalizar-se, qualificar-se e atualizar-se para o trabalho.

Cursos livres tem crescido no Brasil
Conforme a Lei nº. 9394/96, o Decreto nº. 5.154/04 e a Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97) citam que os cursos chamados “Livres” não necessitam de prévia autorização para funcionamento nem de posterior reconhecimento do Conselho de Educação competente.

Não existe legislação específica que regulamente estes cursos, por isto, os cursos livres não são passíveis de regulação por parte do Ministério da Educação.

Não havendo exigência de escolaridade anterior.

A categoria Curso Livre atende a população com objetivo de oferecer profissionalização rápida para diversas áreas de atuação no mercado de trabalho, ex: Informática, Atendimento, Secretariado, Webdesign, Segurança, Idiomas, Culinária, Corte & Costura, Estética, Beleza, etc.

Livre significa que não existe a obrigatoriedade de: carga horária podendo variar entre algumas horas ou vários meses de duração, disciplinas, tempo de duração e diploma anterior.

Desse modo, a oferta desses cursos não depende de atos autorizativos por parte deste Ministério, quais sejam: credenciamento institucional, autorização e reconhecimento de curso.

As escolas que oferecem este tipo de curso têm direito de emitir certificado ao aluno em conformidade com a Lei nº 9394/96; Decreto nº 5.154/04; Deliberação CEE 14/97 (Indicação CEE 14/97).

Lembrando que Curso livre não tem vínculo nem reconhecimento pelo MEC/CAPES.

Esses Certificados têm validade legal para diversos fins, porém não podem ser convalidados, validados ou chancelados por escolas reconhecidas pelo MEC/CAPES.

A jurisprudência do Conselho Nacional de Educação tem sido no sentido de declarar-lhes a equivalência, de acordo com regras amplas e flexíveis.

Cooperativas, Empresas e Profissionais Autônomos também podem ministrar tais cursos e emitir certificado.

As pessoas que fazem os nossos Cursos Livres, qualificam-se mais em suas profissões, superam os concorrentes, são promovidos em suas empresas, e os que estão desempregados, preparam-se para o mercado de trabalho e conseguem rapidamente um novo emprego.

Embora os cursos livres sejam isentos de fiscalização e reconhecimento pelo MEC o Portal de Cursos GLucena OnLine não dispensa os critérios acadêmicos e didático-pedagógicos exigidos a qualquer outra modalidade de cursos, sejam eles “livres” ou não, presenciais ou à distância.