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quarta-feira, 1 de julho de 2015
COMUNIZAÇÃO - CURSO EXTRA-CURRICULAR
Segue abaixo o link do vídeo apresentado na aula extraordinário em Sete Lagoas. Em breve será enviado os certificados a todos que compareceram. Até a próxima!
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
FREUD... UMA BIOGRAFIA
O criador da psicanálise nasceu na região da Morávia, que então fazia parte do Império Austro-Húngaro, hoje na República Tcheca. Sua mãe, Amália, era a terceira esposa de Jacob, um modesto comerciante. A família mudou-se para Viena em 1860.
Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia.
Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose.
Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o "Estudo sobre Histeria". O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar.
Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é uma das bases da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.
Em 1899, publicou "A interpretação dos sonhos", em que afirma que os sonhos são "a estrada mestra para o inconsciente", a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.
Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.
A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.
Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de "O Ego e o Id".
Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.
Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.
Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica - e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.
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quinta-feira, 16 de abril de 2015
Carl Jung
Carl Jung, que alguns acusam de ter sido um simpatizante do nazismo8 , assumiu em 1933, ano da chegada ao poder de Adolf Hitler, a presidência da "Sociedade Médica Internacional Geral para a Psicoterapia", que contou como administrador, entre outros, um sobrinho de Hermann Göring. No início de 1934, num artigo "Sobre a situação actual da psicoterapia", Jung afirma que o Judeu, como nómade, não pode jamais criar a sua cultura própria; para desenvolver os seus instintos e talentos tem de apoiar-se em um "povo anfitrião mais ou menos civilizado". Carl Jung viria mais tarde a deixar aquela organização.
Sejam examinados os fatos. O presidente da Sociedade era Ernst Kretschmer. Quando Hitler ascendeu ao poder, Kretschmer deixou a presidência e os membros da Sociedade, compreensivelmente alarmados, dada a situação da Alemanha, pediram insistentemente a Jung que aceitasse a presidência. Sua autoridade cientifica e sua condição de suíço representavam verdadeira tábua de salvação. "Deveria eu, perguntou Jung a seus acusadores, na atitude de neutro prudente retirar-me para a segurança do lado de cá da fronteira e lavar as mãos em inocência, ou deveria segundo estava bem consciente arriscar minha pele e expor-me a inevitáveis mal-entendidos, aos quais não poderia escapar todo aquele que, por força de premente necessidade, tivesse de entrar em conta(c)to com os poderes políticos existentes na Alemanha"? Jung decidiu correr os riscos que previra. Sob a presidência de Jung, a Sociedade Médica Internacional de Psicoterapia conseguiu realizar dois congressos fora da Alemanha: um, em Copenhague (1937) e outro em Oxford (1938).
Decerto esses encontros, noutros países, representaram verdadeiros respiradouros para muitos cientistas alemães (Silveira, 1981).
Jung interpretou o nacional socialismo, o comunismo e outros "ismos", em geral como fenômenos patológicos, de identidade. Uma irrupção do inconsciente coletivo. "Wotan” havia tomado posse da alma do povo alemão. E quem é Wotan? O deus representativo das forças naturais em desequilíbrio, "um deus das tempestades e da efervescência, desencadeia paixões e apetites combativos". Num ensaio publicado em 1936, Jung traça o paralelo entre Wotan redivivo e o fenômeno nazista. Wotan é uma personificação de forças psíquicas corresponde a "uma qualidade, um caráter fundamental da alma alemã, um "fator" psíquico de natureza irracional, um cicloneque anula e varre para longe a zona calma onde reina a cultura". Os fatores econômicos e políticos pareceram a Jung insuficientes para explicar todos os espantosos fenômenos que estavam ocorrendo na Alemanha. Wotan reativado no fundo do inconsciente, Wotan invasor, seria explicação mais pertinente. E estávamos apenas em 1936!
O argumento decisivo é, porém, a atitude dos nazistas em relação a Jung. Com o aparecimento do livro Psicologia e Religião, 1940, as autoridades decidiram que toda a sua obra fosse interditada e queimada na Alemanha, bem como nos países ocupados por Hitler.
Outra acusação correlata com a de simpatizante do nazismo, foi a de anti-semita. Seria desde logo estranho admitir que um psicólogo, toda sua vida em busca do fundo psíquico comum a todos os homens (inconsciente coletivo), eternamente existente sob as diferentes peculiaridades individuais, locais, nacionais, raciais, históricas, fosse partidário de discriminações entre esses mesmos homens cuja alma tinha para ele igual estrutura básica. Seria também extravagante que um anti-semita contasse entre seus discípulos mais próximos precisamente homens de origem semita. Basta lembrar alguns nomes. Erich Neumann, judeu alemão. Chefiava o grupo junguiano em Tel Aviv, Israel, onde morreu em 1960, Seus livros são originais aplicações da psicologia junguiana. AS ORIGENS E A HISTÓRIA DA CONSCIÊNCIA, sua obra principal, é prefaciada por Jung. Gerhard Adler, judeu alemão, refugiado do nazismo, um dos mais destacados elementos do grupo junguiano na Inglaterra, co-editor das obras completas de Jung. Adler define esses ataques a Jung como devidos a "completa ignorância ou, pior, a maldade intencional". Roland Cahen, francês de origem semita, é quem chefia a escola junguiana na França e dirige a publicação das obras de Jung em língua francesa. (cf: Silveira, 1981)
A polêmica teórica mantida por Jung com Freud não chegou ao ponto de Jung fazer referências à origem religiosa ou racial de Freud, com vistas a conquistar a simpatia nazista. Nem no artigo de 1929, em que comparava as duas teorias
(Gallard, 1994 apud Medweth,1996), nem no discurso de Jung sobre Freud após a morte deste eminente pensador, em 1939, num momento que poderia ser propício a angariar aquele beneplácito (Medweth, 1996).
Sabe-se também que o obscurantismo atingiu obras de Jung que não interessavam ao regime nazista, tendo sido suprimidas em 1940várias edições publicadas na Alemanha, e quando da invasão da França a Gestapo destruiu as traduções francesas da obra de Jung. (Medweth, 1996).
As primeiras providências de Jung quando assumiu a Überstaatliche Ärztliche Gesellschaft für Psychotherapie (Sociedade Médica Internacional para Psicoterapia), acumulando com a entidade suíça, em 1933, foram:
A reformulação dos estatutos, para evitar o controle hegemônico por alguma das sociedades nacionais; como a Sociedade Internacional congregava as Sociedades Nacionais da Alemanha, Dinamarca, Grã-Bretanha, Países Baixos, Suécia e Suíça, era importante evitar o domínio isolado de uma delas (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que as demais tivessem participação adequada e dividissem as responsabilidades;
A aceitação na Sociedade Internacional dos membros judeus e antinazistas expulsos da Sociedade da Alemanha (apud Lomeli, 1999; McGuire e Hull, 1982), de modo que eles podiam exercer o seu ofício em outros países e garantir a sua subsistência como profissionais qualificados.
Sobre o editorial nazista publicado na revista editada pela Sociedade Médica Nacional da Alemanha para Psicoterapia, Jung declarou várias vezes que ele não teve ingerência no episódio. Pelas amizades que tinha com muitos representantes das vítimas do preconceito nazista, e pelo conteúdo de sua obra, é extremamente improvável que ele concordasse intelectualmente com o seu conteúdo, sob pena de perder esses relacionamentos.
As acusações sobre Jung, como resultantes de um mal-entendido, teriam sido logo liquidadas de modo definitivo, face a tantas documentações e testemunhos logicamente irrefutáveis. Entretanto, a persistência desses rumores bem indica que por trás deles podem fermentar ainda as divergências entre Jung e o grande judeu Freud, nunca perdoadas pelos discípulos do mestre ortodoxo. (Silveira, 1981)
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domingo, 5 de abril de 2015
Melanie Klein
Melanie Klein foi pioneira no desenvolvimento da psicanálise para crianças. Primeiro foi aluna, depois discípula de Freud, para em seguida desenvolver seus estudos de forma independente. Seus trabalhos sobre os nebulosos estados da mente permanecem atuais e ainda são fundamentais nos diagnósticos e tratamentos. Foi ela quem introduziu os jogos infantis e brinquedos nos processos terapêuticos.
Grande parte de seu foco de estudo concentrou-se na infância. Criou técnicas para auxiliar crianças com problemas e foi a primeira a descrever os vários estados psicológicos do desenvolvimento das crianças. Suas idéias e teorias foram contestadas diversas vezes. Ela chegou a divergir de Freud, mas é inegável sua contribuição para a análise infantil.
Nascida na Áustria, Melanie Klein exerceu a profissão em Londres, onde viveu com o marido e os filhos. Enfrentou a morte de dois irmãos. O filho mais velho morreu num acidente. Melanie trabalhou até o final da vida. Deixou o modelo kleiniano de pensamento e de prática psicanalíticos, usado não só para crianças como para adultos.
Nascida na Áustria, Melanie Klein exerceu a profissão em Londres, onde viveu com o marido e os filhos. Enfrentou a morte de dois irmãos. O filho mais velho morreu num acidente. Melanie trabalhou até o final da vida. Deixou o modelo kleiniano de pensamento e de prática psicanalíticos, usado não só para crianças como para adultos.
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segunda-feira, 30 de março de 2015
NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO
Brasília – A escolha do professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro para o Ministério da Educação provocou certo mal-estar entre setores da base aliada no Congresso. Tudo porque o novo ministro, em entrevistas concedidas semanas antes, falou abertamente sobre os futuros colegas de ministério; sobre os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); e até sobre a presidente Dilma Rousseff e o PT. Considerado uma voz crítica no debate político brasileiro, Roberto Janine decidiu se afastar das entrevistas durante um tempo – até que possa estudar as questões que envolvem o Ministério da Educação, pasta com o segundo maior orçamento da Esplanada.
“Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloizio Mercadante, me convidando a ir a Brasília para vermos a possibilidade de eu ocupar este cargo. Aceitei. (...) Fui recebido por ele e pela presidente, com quem tive longa conversa. Depois, fui ao MEC, onde o secretário-executivo, que permanecerá, me fez um briefing inicial de um dos ministérios maiores, mais complexos e mais ricos da Esplanada”, escreveu o futuro ministro numa rede social, referindo-se ao secretário Luiz Cláudio Costa. Ao agradecer às mensagens de apoio recebidas durante a noite, Janine afirmou que espera que “a educação constitua um destes pontos que permitam unir o país, gente de um lado ou de outro, mas que sabe que sem educar não se avança”. Disse ainda que só voltará a dar entrevistas a partir de 6 de abril, quando tomará posse.
CRÍTICAS Em meados deste mês, Janine disse em entrevista à revista Brasileiros que o governo Dilma Rousseff tem uma concepção “muito inquietante”. “É, no limite, autoritária. Adota as medidas que precisam ser adotadas, mas não explica. E não explica por que prometeu fazer uma coisa e está fazendo o contrário.” O novo ministro também não evitou dar patadas nos presidentes da Câmara e do Senado. “Eles são muito diferentes entre si. Renan (Calheiros) é habilidoso. Cunha é brutal”, disse, em entrevista ao jornal O Globo, publicada há cerca de duas semanas. Críticas dirigidas aos parlamentares foram a causa da queda do antecessor na Educação, Cid Gomes (Pros).
Sobre os futuros colegas de ministério, Janine não foi menos certeiro. Com exceção de Joaquim Levy, da Fazenda (“quase uma intervenção tucana na economia”) e de Juca Ferreira, da Cultura (que “maneja um orçamento pequeno”), todos os demais seriam submissos. “Os outros ministros correm o risco de ter a orelha puxada o tempo todo. O que torna difícil para eles irem a público. Vão defender o quê? De repente, muda tudo. Defendem o governo e recebem uma correção de cima”, disse ele sobre o estilo da presidente Dilma, na mesma entrevista à Brasileiros.
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domingo, 1 de março de 2015
A Teoria Psicanalítica de Carl Gustav Jung
O lugar de Jung nunca foi substituido
1 Biografia
Carl Gustav Jung nasceu no dia 26 de julho de 1875. Ao longo de sua vida Jung experimentou sonhos periódicos e visões com notáveis características mitológicas e religiosas, os quais despertaram o interesse por mitos, sonhos e a psicologia da religião. Ao lado destas experiências, certos fenômenos parapsicológicos emergiam, sempre para lhe redobrar o espanto e o questionamento.
| O sonho tem papel importante nas reflexões |
Por muitos anos Jung sentiu possuir duas personalidades separadas: um ego público, exterior, que era envolvido com o mundo familiar, e um eu interno, secreto, que tinha uma proximidade especial para com Deus. Ele reconhecia ter herdado isso de sua mãe, que tinha a notável capacidade de "ver homens e coisas tais como são".
Ao longo da sua juventude interessou-se por filosofia e por literatura. Quando estudava medicina dedica-se a psiquiatria. Em 1900 tornou-se interno na Clínica Psiquiátrica Burgholzli, em Zurique.
Jung viu em Freud um companheiro para desbravar os caminhos da mente. Enviou-lhe copias de seus trabalhos sobre a existência do inconsciente, confirmando concepções freudianas de recalque e repressão. Ambos encantaram-se um com o outro, principalmente porque os dois desenvolviam trabalhos inéditos em medicina e psiquiatria.
Porém, tamanha identidade de pensamentos e amizade não conseguia esconder algumas diferenças fundamentais. Jung jamais conseguiu aceitar a insistência de Freud de que as causas dos conflitos psíquicos sempre envolveriam algum trauma de natureza sexual, e Freud não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos espirituais como fontes válidas de estudo em si. O rompimento entre eles foi inevitável.
As autoridades nazistas na Alemanha determinaram que todas as obras de Jung fosse interditada e queimada. Carl Gustav Jung morreu no dia 6 de junho de 1961, aos 86 anos, em sua casa, nas margens do lago de Zurique, após uma longa vida produtiva, que marcou a Antropologia, Sociologia e a Psicologia.
2 O Sonho
Jung sonhou com uma casa, que ele sabia ser sua casa,embora fosse diferente da sua moradia real. Segundo sua interpretação posterior, a casa era um símbolo dele mesmo, com seus diferentes níveis de consciência. No andar mais alto havia uma sala bem mobiliada com móveis de estilo rococó. Para Jung, isso era uma representação de seu nível consciente. Descendo as escadas, viu outro andar, na penumbra, com móveis mais antigos em um andar representando a época medieval o que ele interpretou como sendo o começo de seu inconsciente. Descendo outro lance de escadas, encontrou um porão, com paredes características da época romana, que ele considerou um nível ainda mais profundo do inconsciente. No piso empoeirado, viu um alçapão que o conduziu a uma gruta, onde encontrou ossadas, vasos de cerâmica e vestígios de uma civilização primitiva. Ali, Jung finalmente descobriu dois crânios, meio desintegrados, que fariam parte do último extrato de consciência, representando camadas muito antigas. Depois disso, acordou.
Quando contou o sonho da casa a Freud, este o interpretou segundo suas teorias, focalizando nos crânios, que, para o velho mestre, poderiam significar desejos secretos de morte. Jung discordou. Ele estava mais interessado no conjunto integral das imagens do sonho. E, a partir dele, concluiu que o inconsciente seria mais que um depositário de desejos reprimidos expressos em sonhos, como acreditava Freud. Embora não negasse a existência do inconsciente individual, Jung acreditava em um inconsciente maior, mais profundo, não pessoal, comum a todos os homens e culturas (era o que sugeriam os vários andares, com representações de várias fases históricas da cultura ocidental). A isso ele chamou de inconsciente coletivo.
Segundo Jung, esse inconsciente se exprime por meio de símbolos, que vêm à tona em sonhos, mitos e expressões artísticas. Todos os seres humanos, de qualquer povo, diz ele, compartilham os mesmos símbolos, mas em cada cultura eles têm roupagens próprias. A essas fôrmas comuns ele deu o nome de arquétipos.
3 Cobaia de Si Mesmo
Assim, para ter acesso total ao resultado da aplicação de suas teorias, decidiu experimentá-las em si mesmo. Foi o que fez. Durante cinco anos, enquanto levava sua vida normal como pai de família e diretor do Hospital Psiquiátrico de Bugholzli, em Zurique, anotou seus sonhos e insights. E em 1913 resolveu mergulhar no próprio inconsciente, uma viagem que ele realizou como se entrasse em um sonho, quase hipnoticamente. É bom dizer que o médico sempre teve esse tipo de visões, mas dessa vez, em vez de afugentá-las, partiu em sua direção.
"Foi no ano de 1913 que decidi tentar o passo decisivo - no dia 12 de dezembro. Sentado em meu escritório, considerei mais uma vez os temores que sentia e depois me abandonei à queda. O solo pareceu ceder sob meus pés e fui como que precipitado numa profundidade obscura. Não pude evitar um sentimento de pânico, mas, de repente, sem que ainda tivesse atingido uma grande profundidade, encontrei-me, com grande alívio - de pé, numa massa mole e viscosa. A escuridão era quase total", descreveu. No local em que estava Jung teve inúmeras visões, que posteriormente ele interpretou como arquétipos. O importante é que, no fundo desse local escuro, ele viu o brilho intenso de um sol vermelho nascendo. Para ele, significava que no inconsciente mais profundo havia algo muito bom, uma salvação. E Jung dedicaria sua vida para procurá-la.
4 Teorização
Jung concordava que, quando um paciente entendia racionalmente o motivo pelo qual um símbolo aparecia em seus sonhos esse símbolo perdia seu poder perturbador. Se um paciente, por exemplo, tivesse um sonho recorrente com uma bruxa que o perseguia, Jung começaria perguntando se a emoção provocada pela bruxa lembrava algum episódio da vida real (por exemplo, um repreensão severa sofrida na escola). Depois, paciente e psicólogo investigariam esse incidente, tentando entender por que o episódio perturbava (digamos que, na lembrança do paciente, a professora fosse muito cruel ou brava). Pronto. Jung acreditava que, revelado à luz da razão, o símbolo perdia seu poder. Se aquele episódio fosse de fato à causa da imagem da bruxa, ela em breve desapareceria.
Para Freud, a força por trás dos sonhos eram sempre desejos reprimidos, principalmente sexuais. Para Jung, não. Ele acreditava que os símbolos podiam expressar um desejo interno de compreensão - isto é, apareciam em sonho justamente para serem entendidos.
Jung dizia que, se não fossem manifestados conscientemente, poderiam lançar "sombras" em outras pessoas ou situações. Ainda no exemplo da bruxa, essa imagem poderia dificultar, inconscientemente, o relacionamento do paciente com mulheres mais velhas (mãe, chefes), que poderiam ser consideradas ameaçadoras. Ou seja, essas projeções turvavam a visão da realidade. Com o tempo, o indivíduo poderia desenvolver uma neurose, isto é, um desvio do entendimento do que é real. A neurose acreditava Jung, tinha uma vantagem: ela pressionava para que o problema fosse resolvido.
Segundo Jung o inconsciente enviava símbolos à tona para que a mente consciente fosse, aos poucos, compreendendo e integrando todo seu conteúdo submerso. Era uma atividade natural da psique, pensava Jung. Era assim que a personalidade total do indivíduo se desenvolvia e amadurecia: integrando os símbolos do inconsciente na consciência.
Com esse aumento de compreensão, automaticamente a consciência se ampliava. Esse processo ele chamou de individuação, que era acelerado pela análise dos sonhos e dos símbolos neles contidos. No processo de ampliação da consciência do eu, que é o desvelamento do inconsciente pessoal e coletivo torna-se possível iniciar o processo de conscientização do Si-Mesmo que é uma unidade psíquica maior e mais importante que o “eu”.
Imagine um galpão infinito às escuras, à exceção de um círculo iluminado por uma única lâmpada que é o “eu”. Segundo Jung, o Si-Mesmo é o galpão, o único que sabe tudo o que existe lá dentro. No galpão está o “eu” com a sua estrutura composta pelo somático e psique. O objetivo da estrutura do “eu” é desvelar o Si-Mesmo. A partir do momento em que o “eu” inicia o processo de conscientização do Si-Mesmo passa a sentir paz, tranquilidade e totalidade integrando-se com o Universo visível e invisível.
Referências
AKOUN, André. Carl Gustav Jung. Em: Psicologia Moderna, Vol. 4: Os 10 Grandes do Inconscientes. Lisboa/S. Paulo: Verbo, 1979.
CABRAL, Álvaro; OLIVEIRA, Eduardo Pinto de. Uma Breve História da Psicologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1972.
DURANT, Will. A História da Filosofia. (Os Pensadores). Rio de Janeiro: Nova Cultural, 1996.
EVANS, Richard Isadore. Construtores da Psicologia. (Entrevista com C. G. Jung, pp. 326-338). São Paulo: Summus: Ed. Da Universidade de São Paulo, 1979.
GAY, Peter. Freud: Uma Vida Para o Nosso Tempo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
JUNG, Carl Gustav. O Homem e seus Símbolos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
SILVEIRA, Nise da. Jung: Vida e Obra. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
ALUNOS ISNARP - BOM CARNAVAL!
O carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Porém, o carnaval não é uma invenção brasileira nem tampouco realizado apenas neste país. A História do Carnaval remonta à Antiguidade, tanto na Mesopotâmia quanto na Grécia e em Roma.
A palavra carnaval é originária do latim, carnis levale, cujo significado é retirar a carne. O significado está relacionado com o jejum que deveria ser realizado durante a quaresma e também com o controle dos prazeres mundanos. Isso demonstra uma tentativa da Igreja Católica de enquadrar uma festa pagã.
Na antiga Babilônia, duas festas possivelmente originaram o que conhecemos como carnaval. AsSaceias eram uma festa em que um prisioneiro assumia durante alguns dias a figura do rei, vestindo-se como ele, alimentando-se da mesma forma e dormindo com suas esposas. Ao final, o prisioneiro era chicoteado e depois enforcado ou empalado.
O outro rito era realizado pelo rei nos dias que antecediam o equinócio da primavera, período de comemoração do ano novo na região. O ritual ocorria no templo de Marduk, um dos primeiros deuses mesopotâmicos, onde o rei perdia seus emblemas de poder e era surrado na frente da estátua de Marduk. Essa humilhação servia para demonstrar a submissão do rei à divindade. Em seguida, ele novamente assumia o trono.
O que havia de comum nas duas festas e que está ligado ao carnaval era o caráter de subversão de papéis sociais: a transformação temporária do prisioneiro em rei e a humilhação do rei frente ao deus. Possivelmente a subversão de papeis sociais no carnaval, como os homens vestirem-se de mulheres e vice-versa, pode encontrar suas origens nessa tradição mesopotâmica.
As associações entre o carnaval e as orgias podem ainda se relacionar às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Seriam festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.
Havia ainda em Roma as Saturnálias e as Lupercálias. As primeiras ocorriam no solstício de inverno, em dezembro, e as segundas, em fevereiro, que seria o mês das divindades infernais, mas também das purificações. Tais festas duravam dias com comidas, bebidas e danças. Os papeis sociais também eram invertidos temporariamente, com os escravos colocando-se nos locais de seus senhores, e estes colocando-se no papel de escravos.
Mas tais festas eram pagãs. Com o fortalecimento de seu poder, a Igreja não via com bons olhos as festas. Nessa concepção do cristianismo, havia a crítica da inversão das posições sociais, pois, para a Igreja, ao inverter os papéis de cada um na sociedade, invertia-se também a relação entre Deus e o demônio.
A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.
Durante os carnavais medievais por volta do século XI, no período fértil para a agricultura, homens jovens que se fantasiavam de mulheres saíam nas ruas e campos durante algumas noites. Diziam-se habitantes da fronteira do mundo dos vivos e dos mortos e invadiam os domicílios, com a aceitação dos que lá habitavam, fartando-se com comidas e bebidas, e também com os beijos das jovens das casas.
Durante o Renascimento, nas cidades italianas, surgia a commedia dell'arte, teatros improvisados cuja popularidade ocorreu até o século XVIII. Em Florença, canções foram criadas para acompanhar os desfiles, que contavam ainda com carros decorados, os trionfi. Em Roma e Veneza, os participantes usavam a bauta, uma capa com capuz negro que encobria ombros e cabeça, além de chapéus de três pontas e uma máscara branca.
A história do carnaval no Brasil iniciou-se no período colonial. Uma das primeiras manifestações carnavalescas foi o entrudo, uma festa de origem portuguesa que na colônia era praticada pelos escravos. Depois surgiram os cordões e ranchos, as festas de salão, os corsos e as escolas de samba. Afoxés, frevos e maracatus também passaram a fazer parte da tradição cultural carnavalesca brasileira. Marchinhas, sambas e outros gêneros musicais também foram incorporados à maior manifestação cultural do Brasil.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
MEMÓRIA EM PAUTA
Somos marcados pela cultura do imediatismo e do sepultamento das memórias. Monumentos públicos são pichados, prédios históricos depredados, objetos antigos queimados etc. Mais que atos de vandalismo, trata-se de nosso modo de enxergar o mundo e dar sentido às coisas. E sinceramente, o que se revela é nossa incapacidade de perceber a importância de uma memória, de um registro. Trazendo esta realidade para o campo pessoal, em termos de princípios, não diferimos muito dos “vândalos”, que ultrajam os memoriais públicos, como que zombando do passado. Pois de forma similar, somos anti-preteristas, sepultamos nosso passado; esquecemos facilmente do que Deus nos fez, dos milagres que experimentamos, dos livramentos recebidos.
Parece que o que conta é o momento, é o tempo chamado imediato. Não vivemos de passado, mas o passado que nos remete aos grandes marcos da nossa existência não podem ser apagados. Não se trata de apenas recordar, mas acima de tudo renovar nossa fé e gratidão. À medida que nosso olhar se desloca para o passado, e neste passado encontramos os momentos exatos em que fomos tocados por Deus, não tem como ignorar: nosso amor pelo Senhor é revigorado. Então, de certa forma, tal passado, marcado por milagres, não é registro morto, mas presente, que se manifesta em forma de profundo agradecimento.
Sei que existe um verdadeiro “culto” à informação nova, ao registro atual das coisas, em detrimento à história que ficou para trás. Como dizem: “jornal de ontem não vende”, a menos que seja para ser posto nos tapetes dos carros e portanto, ser pisado até que nem mesmo pra isso sirva mais. Mas nós que dizemos amar a Deus, deveríamos garantir que as vitórias graciosas recebidas de Cristo, jamais sejam esquecidas. O esquecimento está estreitamente ligado à ingratidão.
Samuel sabia a importância de uma memória e não permitiria que a grande vitória que Deus havia dado a Israel sobre os filisteus, fosse sepultada com o passar dos anos. Ele tinha conhecimento profundo do que Deus havia feito naquele momento sobre seu povo. Escolher uma pedra e chamá-la de “Ebenézer” (pedra de ajuda) foi uma grande expressão de gratidão e amor, pois na base desse ato estava a certeza: “Até aqui nos ajudou o Senhor”, e nós não vamos nos esquecer disso! Uma boa memória guarda o que vale à pena. Já dizia o jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano: “A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.”
Erga seus memoriais, estabeleça seus marcos de vitória, registre as bênçãos de Deus, levante altares de gratidão, mantenha vivo o passado que te faz lembrar que você não está sozinho, mas ao contrário tem sua história marcada pela graça de Deus.
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
ALGO SOBRE FREUD...
Sigmund Freud e a psicanálise se popularizaram de tal forma que suas idéias são, muitas vezes, veiculadas de modo errôneo e distorcido, como tudo que passa por um processo de grande divulgação, em especial numa sociedade de massas como a nossa.
Assim, é preciso, antes de mais nada, esclarecer o significado dessa expressão. O que é psicanálise? Em primeiro lugar, uma teoria que pretende explicar o funcionamento da mente humana. Além disso, a partir dessa explicação, ela se transforma num método de tratamento de diversos transtornos mentais.
São dois os fundamentos da teoria psicanalítica: 1) Os processos psíquicos são em sua imensa maioria inconscientes, a consciência não é mais do que uma fração de nossa vida psíquica total; 2) os processos psíquicos inconscientes são dominados por nossas tendências sexuais.
Sexo e libido
Nesse sentido, Freud buscou explicar a vida humana (pessoal e individual, mas também pública e social) recorrendo a essas tendências sexuais a que chamou delibido. Com esse termo, o pai da psicanálise designou a energia sexual de maneira mais geral e indeterminada. Assim, por exemplo, em suas primeiras manifestações, a libido liga-se a outras funções vitais: no bebê que mama, o ato de sugar o seio materno provoca outro prazer além do de obter alimento e esse prazer passa a ser buscado por si mesmo.
Por isso, Freud afirma que a boca é uma "zona erógena" e considera que o prazer provocado pelo ato de sugar é sexual. Portanto, repare bem, a libido pode nada ter em comum com as áreas genitais.
Posto isso, a psicanálise compreende as grandes manifestações da psique como um conflito entre as tendências sexuais ou libido e as fórmulas morais e limitações sociais impostas ao indivíduo. Esses conflitos geram os sonhos, que seriam, segundo a interpretação freudiana, as expressões deformadas ou simbólicas de desejos reprimidos. Geram também os atos falhos ou lapsos, distrações falsamente atribuídas ao acaso, mas que remetem ou revelam aqueles mesmos desejos.
Transferência e sublimação
A psicanálise, que se faz através da conversação, trata as doenças mentais a partir da interpretação desses fenômenos, levando o paciente a identificar as origens de seu problema, o que pode ser o primeiro passo para a cura. Um dos fenômenos que ocorre durante a terapia psicanalítica é a transferência dos sentimentos (amor ou ódio) do paciente para o seu analista.
Outro conceito agregado à teoria por seu próprio criador foi o de sublimação, que compreende a transferência da libido para outros objetos de natureza não sexual, gerando fenômenos como a arte ou a religião. Além dele, há também o conceito decomplexos, mecanismos associativos aos quais devem ser atribuídos as principais perturbações mentais.
Vale lembrar que o conceito "complexo" não é de Freud, mas de seu discípulo Carl G. Jung, que depois rompeu com o mestre e criou teoria própria (a psicologia analítica). De qualquer modo, na obra "A Interpretação dos Sonhos", de 1900, Freud já esboçara os fundamentos do Complexo de Édipo, segundo o qual o amor do filho pela mãe implica ciúme ou aversão ao pai.
Id, ego e superego
Em 1923, no livro "O Ego e o Id", Freud expôs uma divisão da mente humana em três partes: 1) o ego que se identifica à nossa consciência; 2) o superego, que seria a nossa consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de forma inconsciente a vida inteira; 3) o id, isto é, os impulsos múltiplos da libido, dirigidos sempre para o prazer. (Os três termos alemães empregados por Freud, em sua língua materna, eram "Ich", "Es" e "Überich", que se traduzem também por eu, isso e supereu.)
A influência que Freud exerceu em várias correntes da ciência, da arte e da filosofia foi enorme. Mas não se deve deixar de dizer que muitos filósofos, psicólogos e psiquiatras fazem sérias objeções ao modo como o pai da psicanálise e seus discípulos apresentam seus conceitos: como realidades absolutas e não como hipóteses ou instrumentos de explicação que podem ser ultrapassados pela evolução científica e, em alguns casos, foram mesmo.
A depressão, por exemplo, é um transtorno mental para cujo tratamento a psicanálise pode funcionar somente como co-adjuvante, devido ao caráter bioquímico que está em sua origem. Além disso, em uma de suas últimas obras "O Mal-Estar na Civilização", publicado em 1930, Freud tenta explicar a história da humanidade como a luta entre os instintos de vida (Eros) e os da morte (Tanatos), teoria cujo caráter maniqueísta foi apontado por vários críticos.
A contribuição freudiana
Independentemente disso, a importância de Sigmund Freud para a ciência é inquestionável e reside principalmente em três pontos. Antes de mais nada, o destaque pioneiro que o médico vienense deu ao fator sexual que era - até Freud - uma área de completa ignorância para a ciência e a filosofia.
Além disso, vários conceitos desenvolvidos por Freud serviram a diversos ramos da psicologia e possibilitaram o avanço dessa ciência que é muito mais do que um simples complemento da psiquiatria, enquanto uma especialidade médica. Isto é, a psicologia não se limita a tratar de distúrbios, mas a tentar explicar os processos psíquicos do ser humano.
Finalmente, o tratamento psicanalítico de diversos transtornos mentais continua a se revelar eficaz e a ajudar uma grande quantidade de indivíduos a ficarem em paz consigo mesmo e com a vida. Como já se disse, a psicanálise pode ser um co-adjuvante no tratamento de algumas doenças.
Em outros casos, ela pode se tornar a protagonista, evitando o recurso aos produtos farmacêuticos e seus inevitáveis efeitos colaterais. Pode também levar as pessoas a entenderem que os conflitos internos são inerentes ao ser humano normal, auxiliando-os a conviver com eles.
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terça-feira, 27 de janeiro de 2015
ALGO SOBRE A ESCOLA
A escola é uma instituição concebida para o ensino de alunos sob a direção deprofessores. A maioria dos países têm sistemas formais de educação, que geralmente são obrigatórios. Nestes sistemas, os estudantes progridem através de uma série de níveis escolares e sucessivos. Os nomes para esses níveis nas escolas variam por país, mas geralmente incluem o ensino fundamental (ensino básico) para crianças e oensino médio (ensino secundário) para os adolescentes que concluíram o fundamental.1Uma instituição onde o ensino superior é ensinado, é comumente chamada defaculdade ou universidade.
Além destas, os alunos também podem frequentar outras instituições escolares, antes e depois do ensino fundamental. A pré-escola fornece uma escolaridade básica para as crianças mais jovens. As profissionalizantes, faculdades ou seminários podem estar disponíveis antes, durante ou depois do ensino médio. A escola também pode ser dedicada a um campo particular, como uma escola de economia ou de música, por exemplo.
Há também escolas particulares, que podem ser exclusivas para crianças com necessidades especiais, quando o governo não as fornecer, tais como escolas religiosas, ou as que possuem um padrão mais elevado de qualidade de ensino, ou buscam fomentar outras realizações pessoais. Escolas para adultos incluem instituições de alfabetização, de treinamento corporativo, militar e escolas de negócios.
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domingo, 25 de janeiro de 2015
ISNARP - MEMORIZAÇÃO
O ISNARP tem as melhores dicas para o seu sucesso. Hoje, conheça 5 técnicas úteis de memorização para quem deseja espantar o fantasma do esquecimento e ativar o poder da lembrança:
1 – Do geral para o específico: contexto, análise e síntese
Ao estudar um tema com a finalidade de fixá-lo na memória, o caminho percorrido deve ser do geral para o específico. As generalidades dão o contexto que permite um entendimento mais claro da evolução do conceito em questão.
Depois de memorizado, analise. Fazer anotações durante uma aula, por exemplo, é analisar aquele conceito. por fim, a síntese é a atitude final para evitar o esquecimento. Sintetizar é fazer a revisão, reler as anotações e organizar melhor o conteúdo.
A união das três etapas é o que reforça o poder de memorização do conceito. Contexto sem análise não passa de informações vagas. Contexto e análise sem síntese não passam de conhecimentos condenados ao rápido esquecimento. Síntese sem análises e sem contexto é um dado inútil no cérebro, que você não saberá para que serve.
2 – Siglas
A síntese é o gatilho de memória para recuperar o que foi estudado. É a ferramenta mental que você vai utilizar para lembrar. E uma das formas sugeridas pelos especialistas é elaborar siglas com as palavras chave do conteúdo a ser lembrado.
Um exemplo de sigla: ViLISP. A sigla é a ferramenta para acessar na memória os direitos previstos no capítulo 5º da Constituição federal: Vida, Liberdade, Igualdade, Segurança e Propriedade.
3 – Frases malucas
Outra forma de sintetizar é criar frases ou histórias “malucas” que, pelo caráter inusitado, são mais fáceis de lembrar e atuam como gatilho para recuperação dos conceitos a ela associados.
Faça, por exemplo, a técnica de associação de palavras. Fica mais simples memorizar a sequência de informações. Ao associar uma palavra a cada um dos conceitos, o passo seguinte é montar uma frase ou sequência de frases usando as palavras associadas sequencialmente.
frases malucas também funcionam como gatilho de memória. Por exemplo, para os estudantes de Direito Penal memorizarem as finalidades da pena de condenado, é possível montar uma frase maluca: a pena transforma o condenado em um Saci PeReRê. A palavra Pererê traz as letras iniciais das finalidades da pena: prevenir novas condutas delituosas; retribuir (ao mal do crime o mal da pena), reintegrar o condenado à convivência social.
4 – Ensine para lembrar mais
Explicar o que você aprendeu a outra pessoa é também uma maneira de memorizar o conteúdo. Imagine-se ou tente dar uma aula. Se conseguir citar todos os detalhes e cobrir todo o assunto, significa que a memória foi consolidada, e o que você aprendeu será lembrado por muito tempo.
A tática é eficiente porque ao tentar explicar o que acabou de aprender as conexões de neurônios se expandem e o conteúdo é gravado por mais tempo, na memória de médio prazo. E com algumas revisões, por um longo período.
5 – A força da visualização
A força da visualização também é uma aliada da memória. É possível usar o próprio corpo e gestos para envolver a chamada memória sinestésica. Um exemplo é a memorização de uma receita.
Cada ingrediente é associado a um gesto direcionado a uma parte do corpo. Para memorizar,use um gesto. E para resgatar na memória a atitude é ir conferindo qual gesto era associado a cada parte do corpo para se recordar do ingrediente em questão.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
ISNARP - PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO
Psicologia educacional ou psicologia da educação é o ramo da psicologia que estuda o processo de ensino/aprendizagem em diversas vertentes: os mecanismos de aprendizagem nas crianças e adultos (o que está estreitamente relacionado com a psicologia do desenvolvimento); a eficiência e eficácia das tácticas e estratégias educacionais; bem como o estudo do funcionamento da própria instituição escolar enquanto organização (onde se cruza com a psicologia social).
Os psicólogos educacionais desenvolvem o seu trabalho em conjunto com os educadores de forma a tornar o processo de aprendizagem mais efectivo e significativo para o educando, principalmente no que diz respeito à motivação e às dificuldades de aprendizagem. Focam a sua acção não apenas nas necessidades da criança na escola como, também, em outras áreas onde as experiências escolares têm impacto. Alguns psicólogos escolares centram o seu trabalho no desenvolvimento das capacidades e necessidades das crianças com dificuldades de aprendizagem, como no caso da Desordem por défice de atenção com hiperactividade, problemas emocionais ou problemas comportamentais.
Apesar de serem muitas vezes utilizados como sinônimos, os termos psicologia educacional e psicologia escolar não são sinônimos. Enquanto psicologia educacional se refere à pesquisa teórica, sendo assim mais abrangente, a psicologia escolar assim como apsicopedagogia são subdisciplinas aplicadas 1 .
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
PEDAGOGIA - INTRODUÇÃO
A Grécia clássica pode ser considerada berço da Pedagogia, pois é na Grécia que nascem as primeiras ideias acerca da ação pedagógica, ponderações que vão influenciar, por muitos anos, a educação e cultura ocidentais e vincular a imagem do Pedagogo à formação das crianças.
Na antiga Grécia, eram chamados de pedagogos os escravos que acompanhavam as crianças que iam para a escola. Como escravo, ele era submisso à criança, mas tinha que fazer valer sua autoridade quando necessária. Por esse motivo, esses escravos desenvolveram grande habilidade no trato com as crianças.2
Nos séculos XVII e XVIII inicia-se uma era de debates, no campo da educação, tendo como foco a importância de atualizar os processos pedagógicos e rever o próprio conceito de infância. Nomes importantes deste período são Comenius e Rousseau. No final do século XIX e princípios do século XX os debates sobre educação e, principalmente, as novas pesquisas no campo da psicologia do desenvolvimento e aprendizagem, com ênfase na criança, levarão a que um grande número de profissionais, de diversos campos, desenvolvam reflexões, pesquisas e experiências pedagógicas envolvendo métodos de ensino, as relações pedagógicas e as possibilidades e limites dos diferentes contextos educativos, dando corpo a vários movimentos, dentre eles o da Escola Nova e aPedagogia Waldorf. No restante século XX a Pedagogia vai se institucionalizar como campo de conhecimento científico e profissional e a formação passará a ocorrer nas Universidades em cursos superiores um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência, portanto se trata de uma Licenciatura.
Atualmente a pedagogia tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como ciência social, a pedagogia esta conectada com os aspectos da sociedade e também com as normas educacionais do país. O pedagogo, que trabalha para garantir e melhorar a qualidade da educação, tem dois grandes campos de atuação: a administração e o magistério, de modo que pode tanto gerenciar e supervisionar o sistema de ensino quanto orientar os alunos e os professores.Acompanha e avalia, ainda, o processo de aprendizagem e as aptidões de cada aluno. Pode trabalhar também com portadores de deficiências físicas ou intelectuais, auxiliando em sua inclusão na sociedade, ou com educação a distância. Porém, todos aqueles que atuam no processo educativos (professores, pais, monitores, orientadores, psicólogos, etc) também devem conhecer os princípios básicos de pedagogia.3
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ALUNOS ISNARP: TÉCNICAS DE ESTUDOS
Na coluna de hoje proporei algo que pode parecer bastante estranho à primeira vista. São quatro técnicas para você ter um estudo eficiente. Aparentemente, elas são absurdas, mas começam a fazer sentido quando analisadas sob uma ótica crítica. Vamos a elas.
A primeira técnica de estudo é não seguir as técnicas de estudo! Mas, como assim? A partir do momento em que lancei o livro "Como Passar em Provas e Concursos", que acabou dando início a uma nova disciplina, "Como Estudar", surgiram ótimos professores ensinando o mesmo assunto, mas também muitos curiosos e pessoas – muitas das quais com boa intenção – querendo ensinar técnicas, dicas e segredos das quais não têm um conhecimento aprofundado. Resultado: ensinam coisas erradas e acabam prejudicando mais do que ajudando o incauto concurseiro. Então, é preciso ter técnica, mas também é preciso ter muito cuidado com elas!
A recomendação para você se sair bem é simples: personalização! Tão importante quanto ouvir técnicas só de pessoas experientes em concursos é testar o que está sendo dito e ver se realmente funciona para você. Há técnicas que funcionam para todos (motivação, otimização do tempo) e outras, apenas para alguns. Por exemplo, há quem renda mais ouvindo, outro copiando, outro assistindo. Há quem renda mais pela manhã e outros, pela noite. Cada um tem sua compleição e não adianta forçar. Descubra como você rende melhor e que técnicas são mais úteis. E lembre-se: algumas coisas funcionam para todo mundo, como organização, dedicação, muito treino, fazer revisões periódicas da matéria e estudar com silêncio ou música clássica --jamais com outras músicas, com pressa ou pensando em outras tarefas.
Enfim, não siga as técnicas dos outros. Teste-as e, se funcionarem, elas passarão a ser as suas técnicas. Também não tente ficar seguindo 300 técnicas. Vá devagar, melhorando aos poucos. A direção correta é mais importante que a velocidade.
Outra técnica que funciona é estudar entre 50 a 80 minutos e descansar entre 10 a 15 minutos (sua resistência aumenta com o tempo, mas faça sempre os intervalos). E, claro, prestar atenção nas aulas e nas dicas dos professores e responder questões de vestibulares ou concursos anteriores.
Conselho errado muito comum: "a pessoa que não estudar X horas não passa". É errado porque o estudo vale mais pela qualidade do que pela quantidade e porque, com revisões periódicas e técnicas de memorização, a pessoa que tem menos tempo para estudar também consegue aprender e passar. Não adianta ficar exausto de estudar e não conseguir apreender nenhum conhecimento.
A segunda técnica de estudo é... não estudar é estudar! Ok, parou, parou, parou... não ache que sem estudar você terá sucesso nem pegue essa frase e vá para a praia sem culpa. Não, a ideia não é essa. Existem duas coisas que farão muita diferença.
1ª - Quando você está descansando ou fazendo outras atividades, seja de lazer ou dormir, você não está estudando, mas isso pode aumentar sua produtividade no estudo.
2ª - Para render mais no estudo, você precisa estar "presente" naquilo que está fazendo.
A fixação da memória ocorre durante o sono profundo. Por isso, é importante ter um bom sono. Relaxar e... dormir! Nada de ficar repensando em todas as coisas que aconteceram ou deixaram de acontecer ao longo do dia, nada de ficar pensando, na véspera, na matéria e na prova. Também não vale ficar zapeando a TV até cansar. Hora de dormir é hora de dormir. Claro que você não pode usar a importância do sono como uma desculpa para dormir demais, mas não dormir o mínimo necessário vai, com certeza, prejudicar o aprendizado.
Já os momentos de lazer fazem a pessoa recuperar suas energias, relaxar, "recarregar a pilha". Eles também não devem ter carga horária exagerada, mas são essenciais. Uma das técnicas é estudar seis dias e descansar um. Um bom lazer é a atividade física já que exercícios aumentam a oxigenação do cérebro, a disposição e melhoram o humor.
A terceira técnica é saber que o conteúdo da prova não reprova ninguém! Isso mesmo! Os concursos e vestibulares dizem tudo o que vai cair na prova e não faltam ótimos professores, cursos e livros ensinando a matéria. O que reprova mesmo é a incapacidade de organização e de ter método de estudo. Ou seja, quem reprova você é você!
Se listar as coisas que mais atrapalham seu estudo, você verá que as dificuldades pessoais, como preguiça, medo e desorganização, e circunstanciais, como as relacionadas aos amigos, família e trabalho são o que realmente atrapalham na hora do estudo. A pessoa que aprende a administrar seu tempo, amizades, telefonemas, lazer e ansiedade irá conseguir estudar bastante, e bem. Estudo é uma questão de organização, qualidade e administração do tempo. Aprenda a fazer isso e você não será reprovado. Ser aprovado é uma questão de tempo para quem aprendeu a estudar e a fazer provas.
Por fim, saber a matéria não adianta! Mas, como assim? Bem, é preciso saber a matéria, claro, mas também é preciso saber transmitir a matéria para a prova! Muitos são aqueles que estudam e aprendem, mas, como não treinam fazendo simulados, provas anteriores e concursos/vestibulares reais, não sabem passar o conhecimento para o papel. E, se você não passar o que sabe para o examinador, ele vai achar que você não sabe.
Imagine uma pessoa com um caminhão-pipa cheio de água para matar a sede de uma multidão, mas com apenas um canudinho para tirá-la de lá. Não adianta ter a matéria toda na cabeça e não ter treinado sobre como fazer as provas, não saber nenhuma técnica de realização de provas. O melhor jeito de aprender as técnicas é fazer simulados e provas anteriores, e aprender a fazer provas "por esporte". Eu ensino várias técnicas de realização de provas no livro e na internet, recomendo que você as conheça melhor. Elas fazem muita diferença.
Espero que a coluna de hoje tenha servido de alerta para atitudes que podem estar prejudicando seus estudos e que você passe a investir mais em técnicas outrora incomuns e inusitadas.
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domingo, 18 de janeiro de 2015
COMPUTAÇÃO - INTRODUÇÃO GERAL
No século VII a.C., na antiga Índia, o gramático Pānini formulou a gramática de Sânscrito usando 3959 regras conhecidas como Ashtadhyāyi, de forma bastante sistemática e técnica. Pānini usou transformações e recursividade com tamanha sofisticação que sua gramática possuía o poder computacional teórico tal qual a Máquina de Turing.
Entre 200 a.C. e 400, os indianos também inventaram o logaritmo, e partir do século XIII tabelas logarítmicas eram produzidas por matemáticos islâmicos. Quando John Napier descobriu os logaritmos para uso computacional no século XVI1 , seguiu-se um período de considerável progresso na construção de ferramentas de cálculo.
Algoritmos
No século VII, o matemático indiano Brahmagupta explicou pela primeira vez o sistema de numeração hindu-arábico e o uso do 0. Aproximadamente em 825, o matemático persa al-Khwarizmi escreveu o livro Calculando com numerais hindus, responsável pela difusão do sistema de numeração hindu-arábico no Oriente Médio, e posteriormente na Europa. Por volta do século XII houve uma tradução do mesmo livro para o latim: Algoritmi de numero Indorum. Tais livros apresentaram novos conceitos para definir sequências de passos para completar tarefas, como aplicações de aritmética e álgebra. Por derivação do nome do matemático, atualmente usa-se o termo algoritmo.
Lógica binária
Por volta do século III a.C., o matemático indiano Pingala inventou o sistema de numeração binário. Ainda usado atualmente no processamento de todos computadores modernos, o sistema estabelece que sequências específicas de uns e zeros podem representar qualquer informaçãoEm 1703 Gottfried Leibniz desenvolveu a lógica em um sentido formal e matemático,
utilizando o sistema binário. Em seu sistema, uns e zeros também representam conceitos como verdadeiro e falso, ligado e desligado, válido e inválido. Mais de um século depois, George Boole publicou aálgebra booleana (em 1854), com um sistema completo que permitia a construção de modelos matemáticos para o processamento computacional. Em 1801, apareceu o tear controlado porcartão perfurado, invenção de Joseph Marie Jacquard, no qual buracos indicavam os uns e, áreas não furadas, indicavam os zeros. O sistema está longe de ser um computador, mas ilustrou que as máquinas poderiam ser controladas pelo sistema binário.
Engenho analítico
Foi com Charles Babbage que o computador moderno começou a ganhar forma, através de seu trabalho noengenho analítico. O equipamento descrito originalmente em 1837, mais de um século antes de seu sucessor, nunca foi construído com sucesso, mas possuía todas as funções de um computador moderno. O dispositivo de Babbage se diferenciava por ser programável, algo imprescindível para qualquer computador moderno.
Durante sua colaboração, a matemática Ada Lovelace publicou os primeiros programas de computador em uma série de notas para o engenho analítico2 . Por isso, Lovelace é popularmente considerada como a primeira programadora.
Nascimento da ciência da computação
Antes da década de 1920, computador era um termo associado a pessoas que realizavam cálculos, geralmente liderados por físicos. Milhares de computadores eram empregados em projetos no comércio, governo e sítios de pesquisa. Após a década de 1920, a expressão máquina computacional começou a ser usada para referir-se a qualquer máquina que realize o trabalho de um profissional, especialmente aquelas de acordo com os métodos da Tese de Church-Turing.
Trabalho teórico[editar | editar código-fonte]
Os fundamentos matemáticos da ciência da computação moderna começaram a ser definidos por Kurt Gödel com seu teorema da incompletude (1931). Essa teoria mostra que existem limites no que pode ser provado ou desaprovado em um sistema formal; isso levou a trabalhos posteriores por Gödel e outros teóricos para definir e descrever tais sistemas formais, incluindo conceitos como recursividadee cálculo lambda.
Em 1936 Alan Turing e Alonzo Church independentemente, e também juntos, introduziram a formalização de um algoritmo, definindo os limites do que pode ser computador e um modelo puramente mecânico para a computação. Tais tópicos são abordados no que atualmente chama-se Tese de Church-Turing, uma hipótese sobre a natureza de dispositivos mecânicos de cálculo. Essa tese define que qualquer cálculo possível pode ser realizado por um algoritmo sendo executado em um computador, desde que haja tempo e armazenamento suficiente para tal.
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